GWAR “The Blood of Gods” [Nota: 7.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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GWAR “The Blood of Gods” [Nota: 7.5/10]

rsz_gwar-the-blood-of-gods-smallEditora: Metal Blade Records
Data de lançamento: 20 Outubro 2017
Género: heavy metal

Trinta e dois anos, 14 álbuns de estúdio, os concertos ao vivo mais caóticos de sempre, um festival anual, incontáveis projectos laterais e milhões de anos-luz viajados por milhares de universos paralelos depois, os GWAR regressam para escravizar a miserável Humanidade… Tudo isto sem um único membro original na sua formação. “The Blood of Gods”, o 14º registo original de uma das bandas de heavy metal que mais marcou o movimento no princípio dos anos 90, apresenta uns GWAR modernos, mas com a mesma incisividade de sempre. Desta vez, a banda apresenta uma das produções mais nítidas da sua carreira para conciliar a sua mistura de metal, punk e rock que faz lembrar Misfits e Danzig nos seus melhores momentos, ainda que mais pesados, ainda que mais explícitos. Os temas não variam: a aliar a riffs perfeitamente memoráveis (como os da inicial “War On GWAR”, um tema de abertura perfeito para quem não conhece a banda), há alguma política (“El Presidente”, a melhor faixa do registo e onde sintetizadores inteligentemente aplicados e riffs viciantes de guitarra ajudam a fazer a festa), muito humor (ouça-se, por exemplo, “Viking Death Machine” ou “Fuck This Place”), muita violência sónica (“Auroch”, com solos a lembrar Jeff Hanneman, e “Crushed By The Cross”) e a clássica sensação de onanismo que só os GWAR nos sabem transmitir com uma cover irrepreensível de “If You Want Blood (You Got It)”. Em termos de desempenho instrumental, os GWAR de hoje cumprem – embora não sejam virtuosos em momento algum, apostam nas melodias simples e em guitarras muito, mas muito orelhudas para captar a atenção do ouvinte, que facilmente irá cantarolar algumas partes do álbum. “The Blood of Gods” não é um registo para a posteridade se pensarmos em discos como “Scumdogs of the Universe” ou “America Must Be Destroyed”, mas é uma rodela perfeita para ouvir num momento de descontracção, seja só ou acompanhado/a, ou até para convidar os amigos para irem até à garagem, abrir umas cervejas e curtir um som que não desaponta. Até porque o verdadeiro know-how dos GWAR consiste em não desapontar.

 

7.5/10
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