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A história da música extrema contada em crimes e mitos, parte II

Diogo Ferreira

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(a parte I pode ser acedida AQUI)

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Taphophilia de Macabre
Taphophilia [do grego τάφος (túmulo) + φιλία (amizade)] é uma obsessão por cemitérios e funerais – é disto que Macabre, de Mortis Mutilati, diz sofrer. Recorrendo aos arquivos da extinta Against (predecessora da Ultraje), o músico, aquando do lançamento de “Mélopée Funèbre” (2015), foi questionado se esta condição era metafórica ou real. Assim respondeu: «Taphophilia não é nada metafórica. Passo muito tempo em cemitérios, a olhar para túmulos e a questionar quem eram as pessoas que lá estão e como é que morreram… Principalmente se são crianças ou jovens como eu. É uma obsessão. Sobre Macabre [o pseudónimo artístico]: somos um só. É uma extensão da minha personalidade, a minha parte criativa.» Mas há mais: morte, erotismo e necrofilia andam de mão dada no conceito de Mortis Mutilati – no booklet de “Mélopée Funèbre” até encontramos a Morte a masturbar uma jovem senhora. «Morte e erotismo são dois temas pelos quais tenho obsessão. É como se estivessem a fazer um 69 na minha mente, portanto é claro que não podia evitar o ponto de vista necrófilo. Para mim, Arte é a ligação entre morte e erotismo, por isso quis dedicar um álbum a essa trindade.»

 

Kris Angylus: acne, depressão e uma mão lesionada
Em 2007, Kris Angylus e a sua esposa Monica Dagronfly, lançavam, com o projecto The Angelic Process, o álbum “Weighing Souls With Sand”, um dos trabalhos mais aclamados da cena doom/ambient/drone. Um ano depois, Angylus cometeria suicídio envolto em obscuridade. Numa declaração proferida pela sua companheira podia ler-se que o músico sempre foi considerado clinicamente deprimido e por várias vezes tentou o suicídio. Por outro lado, a medicação que tomava para contrariar a acne causava-lhe dores de estômago, o que não lhe providenciava uma vida serena, e, para piorar, tinha sofrido lesões graves numa mão aquando um acidente de viação. A depressão aliada ao facto de não conseguir tocar guitarra levou o músico a pôr termo à vida em 2008. Génios sem complicações não são génios, dir-se-á.

 

Rosa Crux e a profanação de cemitérios
Conhecidos como um dos projectos mais relevantes da cena gótica europeia, os franceses Rosa Crux exercem a sua arte musical através de letras em latim e paisagens sonoras ritualistas que são, muitas vezes, oferecidas por instrumentos que os próprios constroem – já para não falar do gigante órgão de sinos que os acompanha para todo o lado. Em data desconhecida foram acusados de profanação de túmulos e locais históricos de modo a obterem informações para as suas pesquisas e consequentes músicas. Descobriu-se, diz-se, que os reais profanadores eram fãs do grupo e que tinham posters de Rosa Crux em suas casas. Isto está descrito em apenas três linhas na Wikipedia em espanhol…

 

Jon Nödtveidt e o suicídio ritualista
Conhecido por ser líder dos extintos Dissection (banda que influenciou a geração seguinte, em que se inclui Watain), Jon Nödtveidt era mais do que um músico. Após “Storm of the Light’s Bane” (1995), o sueco seria condenado, em 1997, a dez anos de prisão (tendo cumprido apenas sete) por ter participado no homicídio de Josef ben Meddour. De volta à liberdade em 2004, Jon envolver-se-ia com a Misanthropic Luciferian Order, uma seita que, com os seus escritos, influenciou o guitarrista/vocalista a compor “Reinkaos”, de 2006. Tiraria a própria vida a 13 de Agosto de 2006 com um tiro, mas não foi um mero suicídio. O acto terá acontecido dentro de um círculo de velas e ao lado do corpo foi encontrada uma grimória satânica (considerada a Liber Azerate), cenário que o guitarrista Set Teitan viria a tornar público quando mencionado que se tratava antes da Bíblia Satânica, de Anton LaVey. Provavelmente tratando-se de um acto programado, Jon Nödtveidt considerava que «o satanista decide a sua própria vida e morte, preferindo morrer com um sorriso nos lábios quando atinge o pico da sua vida, quando já realizou tudo (…). O satanista morre forte, não de idade, doença ou depressão, e escolhe a morte em vez da desonra! A morte é o orgasmo da vida!» (in “Metallion: The Slayer Mag Diaries”, de Jon Kristiansen)

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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