[Entrevista] Jesus The Snake: da Moondog Session ao psicadelismo rastejante | Ultraje – Metal & Rock Online
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[Entrevista] Jesus The Snake: da Moondog Session ao psicadelismo rastejante

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Era habitual vê-los pelo café sargaceiro em Moledo. Pelo menos durante o festival SonicBlast, no Minho. Os Jesus The Snake foram uma das quatro bandas convidadas para aquecer aquele que é considerado o festival nacional que mais contempla a tríade psych-stoner-doom.

Com pouco mais de um ano de existência, a banda natural de Vizela apresenta o seu rock psicadélico com Rui Silva no baixo, Jorge Lopes na guitarra, João Costa na bateria e Joka Alves nas teclas. Os Jesus The Snake preparam-se agora para lançar o primeiro EP e revelar finalmente o filme que tem dado que falar e especular – as “Moondog Sessions”.

Foi no Paredão 476, em Moledo, que deram o pontapé-de-saída para a sétima edição do SonicBlast num dia dedicado exclusivamente ao warm-up do festival, no passado dia 10 de Agosto. Horas antes do concerto, gravaram o EP no Hertzcontrol Studio, em Seixas, sob orientação de Marco Lima, e com lançamento previsto para breve.

Com o Jorge Lopes a viver fora de Portugal, o tempo e a correria foram dois dos maiores obstáculos a superar instantes antes de actuarem no Sonic: «Tentámos marcar a sessão de estúdio para outras datas, mas o Marco Lima não estava disponível e foi então que ele sugeriu fazermos a gravação durante a noite de quarta e madrugada de quinta [10 de Agosto]. Era uma experiência diferente e nós decidimos aceitar. De início estava tudo a correr bem, mas quando começámos a gravar a segunda música não estava a soar bem e acabámos por mudar a música quase toda.» (o final feliz é contado no espaço El Stoner Rodeo do #12 da Ultraje, com saída em Outubro).

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Foram convidados pela Lizard e pela Flaming Acid para participarem num filme-concerto nas ruínas romanas de Conímbriga – as “Moondog Sessions”. Os Jesus The Snake contam à Ultraje todo o processo: «A ideia era de certa forma fazer algo idêntico ao “Live at Pompeii” dos Pink Floyd. Uma banda a tocar para ninguém num local com uma certa mística e que se enquadrasse com o som da banda, embora com uma duração mais reduzida, uns 25 a 30 minutos.» A estreia está prevista para o 10 de Setembro, no Teatro Gil Vicente em Barcelos, com um custo de 1,50€ por bilhete. A banda de Vizela diz ainda ter ficado entusiasmada com o convite: «Sendo a primeira vez existiram alguns contratempos com datas e material, mas conseguimos ultrapassá-los. O filme foi gravado, correu tudo lindamente e foi uma tarde memorável e passada em boa companhia. Um obrigado à Lizard e à Flaming Acid que nos escolheram para este projecto das “Moondog Sessions”. Tem sido uma grande ajuda na nossa saída do anonimato.»

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Para já, os Jesus The Snake prometem deixar as coisas fluir sem pressas. Têm em mente uma mini-tour prevista para Dezembro ou Janeiro e uma meia dúzia de concertos entre Portugal e Bordéus. Falam em mudanças no futuro, embora queiram manter o projecto em modo instrumental.

Acabamos da mesma maneira com que iniciamos este texto. Era habitual vê-los pelo café sargaceiro em Moledo. Davam nas vistas! E a serpente?! Essa existe, sim. No braço de um deles. Descubram-na…

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Fotos: Inês Costa, Cláudio Martins, La Habitación 235

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