Letzte Instanz “Morgenland” [Nota: 6/10] – Ultraje – Metal & Rock Online
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Letzte Instanz “Morgenland” [Nota: 6/10]

Editora: AFM Records
Data de lançamento: 16 Fevereiro 2017
Género: metal/rock

Fundados em meados dos anos 1990 naquele boom do metal/rock industrial de onde saiu Rammstein com maior evidência, os alemães Letzte Instanz começam 2018 com um novo e amigável álbum.

A primeira impressão é claramente a capacidade orelhuda que os veteranos de Dresden empregam nas suas músicas, com refrãos cativantes e melodias amigáveis que apontam à possibilidade de passar numa rádio – o que na Alemanha não será difícil. Do rock e metal que apresentam destaca-se a orientação algo gótica da voz grave e, por vezes, rouca de Holly Loose, bem como a utilização do violino de M. Stolz e violoncelo de Benni Cellini que oferecem uma abordagem neoclássica ao fundo robusto das guitarras de Bernie Geef, do baixo de Michael Ende e da bateria de Andy Horst. Com duas faixas inicialmente muito bem conseguidas e que ficam no ouvido, o lado orquestral da banda vai-se perdendo em arranjos electrónicos e de piano, o que não é mau para a generalidade do álbum mas que acaba por ofuscar o ímpeto inicial de Stolz e Cellini. Além disso, o disco também se vai tornando cada vez mais melancólico, feito a metro e quase em modo balada, deixando para trás o músculo do seu começo.

Sem ser um registo plástico, é verdade que “Morgenland” é um trabalho para as massas – e contra isso nada – que assenta numa produção contemporânea e muitíssimo profissional. Todavia, e sem obliterar as melodias catchy, não é um álbum que necessite de plena atenção – ouve-se bem e, no final do dia, é o que importa.

6/10
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