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Nick Menza (1964-2016): recordar um dos bateristas mais icónicos de sempre

Diogo Ferreira

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A primeira vez que ouvi falar de Nick Menza foi no final dos anos 90, quando tinha 13 ou 14 anos. Tinha descoberto o heavy metal e as bandas mais sonantes: Iron Maiden, Metallica, Slayer, Megadeth. Falava-se – e ainda se fala – de uma das formações mais brutais da História do Heavy Metal: Dave Mustaine, David Ellefson, Marty Friedman e Nick Menza. Juntos criaram uma das obras mais emblemáticas do thrash metal, o álbum “Rust In Peace” – um disco intemporal, orgânico, dinâmico, corrosivo, uma peça musical para sempre.

A última vez que ouvi falar de Nick Menza foi hoje de manhã quando acordei e abri o Facebook. As notícias já rolavam. A primeira reacção foi falar com o Joel (que partilha funções de editor comigo) e contar: «Andam aí notícias a dizer que o Menza morreu…» A resposta foi pragmática, e não sei se foi a puxar ao profissionalismo para se obterem informações fidedignas ou se foi um estado de negação – talvez um pouco dos dois, também eu estava igual.

Mas passadas algumas horas da morte de Menza, as dúvidas já se esfumaçaram. O próprio Mustaine partilhou com o mundo a perda de um dos melhores bateristas de sempre na cena metal…


Os relatos contam que Nick Menza estava a actuar com a sua banda OHM e que tombou à terceira música. Ataque cardíaco. É tão estúpido num baterista como num futebolista de alta competição, mas a vida prega partidas, e apesar de o corpo humano ser das máquinas orgânicas mais desenvolvidas do nosso planeta também é falível. E ontem foi para o Nick.

Do seu percurso estrondoso, que passou de ícone dos Megadeth a baterista hired-gun, recordemos não só a música, no clip abaixo, mas também a última grande notícia que especulava a sua reunião com Mustaine & Cia. Em Abril de 2015, a Blabbermouth ecoava as palavras de Nick Menza quando este afirmou que lhe tinham oferecido um acordo injusto para reintegrar os Megadeth. «Não sentiram que eu tinha valor para a banda. O Dave [Mustaine] bloqueou os meus e-mails, mudou o número [de telefone] e depois, aparentemente, Ron Laffitte foi dispensado [das suas funções de manager]. Aqui está uma das minhas bandas favoritas e uma grande parte da minha vida, e fui deitado fora por querer um acordo justo.», são as declarações entristecidas de Nick Menza há pouco mais de um ano. «Uma banda é um grupo de pessoas que tem respeito uns pelos outros, sentido de lealdade, camaradagem e, acima de tudo, honra e confiança!» – sim, Nick, todos sabemos o quão difícil é trabalhar com o Dave.

Nick Menza nasceu a 23 de Julho de 1964 e faleceu ontem, a 21 de Maio de 2016, com 51 anos. Foi técnico do também baterista Chuck Behler e foi, inclusivamente, escolhido para tocar no álbum “South Of Heaven”, dos Slayer, mas prontamente batido em audição com o regresso de Dave Lombardo à banda. O seu auge enquanto artista seria obtido entre 1989-1998 quando se ocupou da bateria em Megadeth para participar em grandes discos como “Rust In Peace”, “Countdown To Extinction” ou “Youthanasia” (só para mencionar alguns). Depois de abandonar os Megadeth, Menza rodou por várias bandas até que a sua forma humana desapareceu em palco enquanto tocava com os OHM.

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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