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Misfits: relembrar a História de quem se vai reunir

Diogo Ferreira

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891092c4-64ff-4a4e-bccf-3cc96e212775Doyle e Danzig em palco (2005).

“O que nos traz aqui hoje é o anúncio da reunião ao vivo de Jerry Only, Doyle Wolfgang von Frankenstein e Glenn Danzig – algo que não acontecia desde 1983.”

Creio que não será preciso encher as próximas linhas com dados biográficos muito detalhados sobre Misfits. Talvez mencionar que se formaram em 1977 e que os primeiros anos no activo, até 1983, os coroaram como donos e senhores do horror-punk. Sem Glenn Danzig, a banda regressaria em 1995 com Jerry Only, Doyle Wolfgang von Frankenstein, o baterista Dr. Chud e com o jovem vocalista/letrista/compositor Michale Graves. Para além dos álbuns “American Psycho” (1997) e “Famous Monsters” (1999) – e não nos enganemos, pois estes discos têm mais mão de Graves do que de Only –, o ano de 1997 ficou marcado pelo lançamento do excelente “Static Age” em que se compilaram temas antigos que nunca tinham sido lançados em conjunto. Doyle, Graves e Dr. Chud acabariam por abandonar o grupo no virar do século num espectáculo de bastidores nada bonito que culminou num Jerry Only enraivecido a querer disparar para todos os lados – até Marky Ramone (que incorporou a banda durante alguns anos) saiu em defesa de Graves, especialmente. (continuação após os vídeos)

 

“A aparição dos três magníficos do punk está então marcada para Setembro e vale a pena especular sobre o que acontecerá.”

Posto isto, Jerry Only prosseguiu a sua carreira às custas de uma marca chamada Misfits, o que, em 2014, fez com que Glenn Danzig explodisse e processasse Only por este ter registado tudo o que à banda concerne em seu nome. Avançando cerca de dois anos para depois voltarmos a 2014, o que nos traz aqui hoje é o anúncio da reunião ao vivo de Jerry Only, Doyle Wolfgang von Frankenstein e Glenn Danzig – algo que não acontecia desde 1983. Pois bem, isto é um caldo que está a apurar desde 2014, porque, pelo meio de bitaites e processos judiciais, já Doyle falava em reunir os rapazes como que a querer pôr água na fervura: «Que c*ralho está errado com toda a gente? É chato tocar música? Não.», dizia, na altura, à Loudwire. O processo terminaria com o juiz Gary Klausner a sentenciar que não há nada para Danzig reclamar a si e, dias depois das declarações de Doyle, Jerry notificava, através da Loudwire, que aceitaria reunir-se com Danzig se este deixasse «as suas merdas em casa» e se não trouxesse «matéria negra para a mesa», fazendo alusão aos desentendimentos.

Portanto, a propósito do regresso dos três músicos ao mesmo palco, que se realizará em Setembro no Riot Fest (Denver, EUA), apraz-nos recordar o que estes colossos têm feito fora de Misfits.

Glenn Danzig
Depois de lutar contra meio mundo para lançar os primeiros álbuns de Misfits através da sua editora, a Blank (redefinida para Plan 9), porque os magnatas da indústria achavam que não tinha carreira na música, Glenn abandonou a casa-mãe para formar os Samhain que durariam com esse nome de 1983 a 1987. O futuro seria risonho, porque, para quem aparentemente não tinha futuro, acabaria por assinar com a editora do famosíssimo Rick Rubin e, assim, mudar o nome do projecto para Danzig. De 1987 até aos nossos dias, o artista norte-americano tornou-se num ícone cultural, sendo idolatrado por incontáveis fiends à volta de todo o mundo. O trabalho mais recente chama-se “Skeletons” (2015) e é um disco repleto de covers (incluindo “N.I.B.”, dos Black Sabbath), algo que desejava fazer desde o final dos anos 70.

Doyle Wolfgang von Frankenstein
Irmão mais novo de Jerry Only, Doyle começou como roadie da banda, mas tornar-se-ia guitarrista do grupo em 1980 com apenas 16 anos, substituindo Bobby Steele. Quando o grupo se separou em 1983, o já vintaneiro Doyle formava, em 1987, os Kryst the Conqueror com o irmão para, em 1995, reactivarem Misfits. Como recalcamento, relembremos que abandonou o colectivo em 2001 e iniciou recrutamento para sua própria banda, os Gorgeous Frankenstein, ainda que o seu maior sucesso pessoal tenha passado pelos concertos que deu a nível mundial ao lado do velho colega Danzig. O ano de 2013 veria Doyle a lançar o disco “Abominator” em nome próprio.

Jerry Only
Já se sabe tudo, não é? Vamos só recordar que levou os Misfits para o wrestling em 1999.

 

A aparição dos três magníficos do punk está então marcada para Setembro e vale a pena especular sobre o que acontecerá. Será que até lá não se chateiam? Esperemos que não, porque, apesar de não estar no Riot Fest, vou ficar serenamente – ou não – à espera das imagens que, por certo, irão parar ao YouTube. A setlist deverá ser o maior motivo de discussão entre fãs, porque talvez não faça muito sentido ter Danzig a cantar uma “Dig Up Her Bones” ou uma “Descending Angel” – e se Graves aparece do nada? Por mim podiam tocar “Static Age” duas vezes seguidas e depois, sim, fazer incursões completas a “Walk Among Us” e “Earth A.D./Wolfs Blood”. (edit: acede AQUI para saberes como Only e Danzig se reuniram, bem como alguns hints  sobre a setlist)

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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