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Moita Metal Fest: o underground está vivo e de boa saúde!

Joel Costa

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“Orgulhamo-nos de ter conseguido criar uma identidade do Moita Metal Fest que se reflecte nas centenas de pessoas que ano após ano repetem a experiência e dizem ‘Presente’ a esta nossa chamada!”

Só há uma conclusão a retirar da edição deste ano do Moita Metal Fest: o underground está vivo e de boa saúde!

Foram mais de mil aqueles que passaram pela sala da Sociedade Filarmónica Estrela Moitense, nos dias 1 e 2 de Abril, não só para ver nomes como Entombed A.D., Tankard ou os responsáveis pelo festival, Switchtense, mas sim para “celebrar a música”.

São estas as palavras de Hugo Andrade, vocalista dos thrashers nacionais Switchtense e principal figura do Moita Metal Fest, festival que completou a sua 13ª edição no início deste mês e cujo balanço é muito positivo!

“Super positivo, aliás.”, corrige Hugo. “Foram mais de mil pessoas nos dois dias do festival. Tendo em conta que não temos grandes apoios mediáticos, não aparecemos na televisão e não temos spots na rádio, digamos que quase fazemos, em conjunto com as bandas, milagres!”

E de facto, o Moita Metal Fest é já um destino de peregrinação obrigatório para muitos dos metalheads portugueses, que abraçam esta jornada até à Moita com o destino na mente e um grande propósito no coração: o de testemunhar um milagre do underground português. O Moita é de facto único mas a singularidade do mesmo não representa o estado geral do underground nacional. Hugo Andrade explica: “O Moita Metal Fest é uma cena à parte do estado geral do underground. Não é muito normal o que aqui acontece nestes dois dias, e quem já cá veio sabe a que me refiro.”

O músico continua: “Ter uma afluência a este nível, em que todas as bandas tocam para um número considerável de pessoas, que se entrega e vê verdadeiramente os concertos, é algo que eu considero especial. Infelizmente gostava que assim não fosse e que todos os concertos do nosso circuito mais underground fossem assim. Outra coisa que aqui se passa é a simbiose de estilos de música que promovemos e tentamos que seja a bandeira do festival. Era bom que isto se estendesse ao longo do ano nos mais diversos eventos que há um pouco por todo o lado.”

É ao Moita Metal Fest que os rótulos vão para morrer. É ali que, durante dois dias, somos livres e abraçamos a música por aquilo que é: um ritual… arte! E se isto não combina em outros locais, aqui resulta na perfeição: “Foi notório o interesse e a participação do público numa banda como os The Parkinsons, por exemplo, ou há dois anos com os The Quartet Of Woah ou os Viralata. O que queremos que conte aqui é a música, independentemente do estilo que a banda pratica. O que conta verdadeiramente para nós, enquanto organização, é a atitude da banda. Se ela se enquadrar no espírito do festival, então temos a certeza que vai encaixar que nem uma luva. Orgulhamo-nos disso e de ter conseguido criar uma identidade do Moita Metal Fest que se reflecte nas centenas de pessoas que ano após ano repetem a experiência e dizem ‘Presente’ a esta nossa chamada!”

Há 42 anos atrás, soldados marcharam até ao Quartel do Carmo para pôr fim à ditadura que se vivia em Portugal. Foram estes os primeiros passos dados em direcção à liberdade, liberdade essa que nos permite organizar festivais e criticá-los abertamente nas redes sociais, o verdadeiro palco da cena metal nacional. Todos os dias, graças à conquista dos nossos pais e avós, os novos revolucionários do século XXI sobem ao palco, dirigem-se à sua multidão virtual e disparam tiros em todas as direcções porque alguém conquistou esse direito por eles. É fácil criticar a falta de bandas de renome internacionais sem entender todo o difícil processo envolvido. É mais fácil ainda criticar sem tentar fazer melhor, porque trabalhar… dá trabalho! Mas uma vez que os tempos da censura já lá vão, cabe-nos viver e trabalhar por essa liberdade como se fosse esse o nosso único propósito. Se os outros falam, falaremos mais alto. É assim que Hugo Andrade e companhia vivem o Moita Metal Fest: contra tudo e contra todos, celebram e vivem o underground “da forma mais sincera e positiva possível.” O ódio não tem lugar aqui.

“O que queremos é continuar a fazer, de forma sustentada, ano após ano, um festão que agrade ao público, às bandas, e já agora, a nós próprios enquanto organização de um evento feito de fãs para fãs. Se alguma vez tivermos a oportunidade de crescer como festival, faremos isso, mas sempre com o nosso coração perto da cabeça, pois sem sentir isto que sentimos ao realizá-lo, não faz sentido!”

Apesar desta edição ter sido a primeira a contar com dois headliners internacionais, Hugo Andrade concorda que tem algum peso no sucesso do festival mas que não é tudo: “Ter na nossa terra bandas como Entombed AD e Tankard foi um marco para nós. Mas posso dizer-te, a título de exemplo, que tivemos mais pessoas a ver os More Than A Thousand no ano passado do que a ver os Entombed AD nesta edição. Isto mostra-nos que o festival tem um público fidelizado e que deixa ainda espaço para uma franja de pessoal que vem para ver esta ou aquela banda em específico.”

Terminada mais uma edição, é altura de pensar na próxima e já há nomes na calha: “Já estamos a trabalhar na próxima edição mas apenas na nossa cabeça. Ainda temos algum tempo até lá e como não somos uma estrutura profissional e que viva só disto, não conseguimos programar muitas coisas com tanto tempo de antecedência. Posso no entanto adiantar-te que já temos um headliner escolhido e contamos divulgá-lo em breve.”

O festival serviu também para os Switchtense apresentarem o seu novo disco, “Flesh & Bones”. Hugo Andrade diz-nos como foi poder fazê-lo em casa: “Tocar no Moita Metal Fest é sempre especial. Contudo, nunca tínhamos feito no festival um lançamento de um álbum. Foi uma ideia que nos surgiu e que nos retirou a trabalheira de ter que organizar um concerto de apresentação do disco numa qualquer outra sala do país. Tínhamos a máquina montada e fazia todo o sentido fazer este concerto aqui. Felizmente a Rastilho associou-se a esta nossa ideia e possibilitou que isto acontecesse.”

Independentemente da opinião de cada um, são os “Hugos Andrades” deste país que tornam real o movimento português. São os “Moitas” e os “Switchtenses” espalhados por esse país fora que dão-nos lições de liberdade a cada passo que dão. Podia dizer muito mais acerca disto mas por agora resta-me dizer “obrigado”! Que o Moita Metal Fest continue a ser a referência que é no nosso underground por muitos e muitos anos. Será sinal de que o underground está de facto vivo e de boa saúde.

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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