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[Reportagem] XXXapada na Tromba (18-19.01.2019, Lisboa)

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Foi nos passados dias 18 e 19 de Janeiro que decorreu mais um mítico XXXapada na Tromba, no RCA (Lisboa).  Como é típico, foram duas noites de metal pesadão, muita sexualidade, imagética extremamente violenta e um mosh incansável. Por outras palavras, o XXXapada é exactamente aquilo que o vosso primo de 10 anos imagina quando pensa no que será um concerto de death metal.

Meat Spreader (Foto: Igor Ferreira)

A primeira noite abriu com Moñigo e Rato Raro, duas bandas grindcore vindouras da nossa vizinha Espanha. Foram uma óptima abertura de festival, pois conseguiram captar a atenção do público através da sua energia e carisma. Infelizmente, devido a problemas técnicos, o concerto de Rato Raro teve de terminar mais cedo. Para saciar o apetite do público depois do fim abrupto do concerto anterior, intervieram os Crepitation, um dos pontos altos da noite, que através do seu slam, humor e energia cativaram o público de início ao fim. Antes de jantar, fomos ainda presenteados com Meat Spreader, uma banda polaca relativamente recente que deu um concerto de grindcore cheio de grandes riffs e com um uma atitude punk.

Cripple Bastards (Foto: Igor Ferreira)

Depois do intervalo para o jantar, subiram ao palco os Cripple Bastards, a banda italiana de ‘hate-grind’ e hardcore punk. Já veteranos do género, atraíram a atenção do público com a sua sonoridade e atitude in-your-face, dando um concerto variado, energético e cheio de ódio cuspido pelos vocais de Giulio, que fitava o público com um ar meio lunático e de quase total desprezo.

Grog (Foto: Igor Ferreira)

A seguir foi a vez da banda de brutal death/slam metal Epicardiectomy subir ao palco e perfurar-nos os ouvidos com os seus triggers programados para disferir um doublebass ultra preciso e estonteante. Por volta das 23h foi tempo de os portugueses Grog subirem ao palco, que deram um excelente e divertido concerto como já é típico da banda.

Inhume (Foto: Igor Ferreira)

Já íamos bem dentro da noite quando o palco fora ocupado pelas lendas do underground Inhume, que deram um concerto sólido mas denso. A sua sonoridade violenta e variada provou despoletar os animais que havia dentro do público, levantando o véu do cansaço que seria de presumir já ter assentado por estas horas.

Brodequin (Foto: Igor Ferreira)

Outro momento alto da noite aconteceu quando os Brodequin subiram ao palco. Uma das bandas mais aguardadas do dia, esta não deixou nada a desejar, deslumbrando o público com o seu meticuloso brutal death que exibia uma sonoridade bastante própria, várias mudanças de tempo e de texturas que ajudaram a marcar este concerto na cabeça de quem o viu e ouviu. Conseguiu-se ouvir e apreciar todos os detalhes e nuances da guitarra, e especialmente do baixo, que nos álbuns de estúdio muitas vezes podem passar despercebidos.

Satan’s Revenge On Mankind (Foto: Igor Ferreira)

Por fim, os Satan’s Revenge On Mankind fecharam o primeiro dia, aproveitando a sua indumentária de talhante maléfico e as magníficas performers (que até então não foram mais do que meras distracções na periferia do palco) para dar um último concerto cheio de violência e sexualidade.

Depois de uma noitinha de descanso era altura de voltar ao RCA para mais um dia/noite de XXXapada. O dia abriu com Annihilation, uma banda portuguesa com altura e garra. Os guturais de Sofia Silva em combinação com o instrumental e a grande riffalhada foram uma excelente maneira de acordar o público e relembrá-los do sítio onde se encontravam. No XXXapada não há tempo para descansar. Logo a seguir, o palco foi ocupado por Undersave, outra banda portuguesa de death metal que não deixou de impressionar pelas suas composições e perícia técnica. Os Hymenotomy continuaram com as agressividades através do seu slam brutal e os UxDxS deram-lhes seguimento com o seu grind super sujo e aterrorizador. Antes do jantar, os Tu Carne tocaram o seu goregrind super divertido e cheio de groove.

GUT (Foto: Igor Ferreira)

Depois do jantar foi hora dos mascarados GUT subirem ao palco. Aclamados por alguns como os percursores do pornogrind, esta banda deu um concerto exemplar, tocando o seu divertido misto de estilos e interagindo muito com o público – inclusivamente tocaram novas músicas. Sem dúvida, um dos momentos altos com o público a pedir músicas e até a participar na cantoria.

Analepsy (Foto: Igor Ferreira)

Depois da loucura que foi GUT, os portugueses Analepsy tomaram o palco e mostraram o porquê de terem o estatuto que têm ao daram um concerto invejável. Ainda contaram com a participação de Sérgio Afonso (Bleeding Display) no final. Logo a seguir, os Italianos Devangelic conquistaram o palco com o seu exímio brutal death através de composições e perícia exemplares. Não só entretiveram como espantaram o público.

Prostitute Disfigurement (Foto: Igor Ferreira)

Chegou depois a altura dos tão aguardados Prostitute Disfigurement. Não sendo estranhos a este festival, deram um concerto agressivo e cheio de energia violenta emitida directamente na face do público. Não vieram cá para brincadeiras e, neste caso, nem o público, pois o mosh infinito ficou ainda mais agressivo e por todo o lado se conseguia ver a satisfação da audiência em relação ao concerto que estavam a experienciar.

Serrabulho (Foto: Igor Ferreira)

Por fim, o XXXapada concluiu com os bailes carnavalescos dos humorísticos Serrabulho que, após iniciarem esta grande festa de despedida, foram suportados pelos PORNTHEGORE, estes que roncaram até aos últimos segundos do festival.

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Texto: Diogo Lourenço
Fotos: Igor Ferreira
Agradecimentos: XXXapada Na Tromba e Igor Ferreira

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[Reportagem] Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse (21.04.2019, Lisboa)

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Sick Ot It All (Foto: Solange Bonifácio)

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Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse
21.04.2019 – Lisboa

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O nome Sick Of It All destaca-se por si mesmo, sendo uma das maiores referências no hardcore de Nova Iorque. A banda formada, em 1986, pelos irmãos Lou e Pete Koller, Rich Cipriano e Armand Majidi ajudou a consolidar este estilo musical e a comunidade existente até aos dias de hoje. Deste modo, esperava-se mais uma noite lendária no RCA Club, em Lisboa – uma sala completamente esgotada.

Os Blowfuse são actualmente uma das bandas de punk-rock/hardcore espanholas mais conhecidas e activas e os escolhidos a abrirem as hostilidades desta noite de concertos. Com recentes passagens por Portugal, a banda tentou cativar um público – ainda um pouco tímido – com a sua atitude energética.

Mal os Good Riddance subiram ao palco, o público perdeu rapidamente a inibição e começou de imediato o circle pit. A banda mostrou-se bastante contente devido ao facto de finalmente voltarem a tocar em Portugal após tantos anos de ausência. São muito conhecidos por temas líricos que vão desde análises de críticas à sociedade americana a lutas pessoais, tendo sempre como base um punk-rock rápido e melodias cativantes. Nada disso faltou no concerto que deram, tocando uma setlist bastante diversificada. O baixista Chuck Platt, sempre com discursos divertidos, chegou inclusive a pedir para vestir uma t-shirt com o símbolo anarquista de um dos fãs com a promessa de a devolver no final do concerto. Houve ainda oportunidade para se cantar os parabéns ao baterista Sean Sellers.

Os Sick Of It All estão na sua terceira década de carreira entre tours e gravações, tendo lançado até à data mais de duas mãos cheias de discos sólidos mais outros tantos EPs, isto com quase nenhuma mudança na sua formação. Com o lançamento de “Scratch the Surface”, em 1994, levaram o hardcore nova-iorquino até ao resto do mundo e, desde então, raramente pararam para respirar. A banda é das poucas lendas dentro do hardcore ainda no activo com formação inicial e de modo consistente. Entre sing-alongs, stage divings e um wall of death, os Sick Of It All tocaram com uma frescura tremenda, evocando tempos antigos, e consolidando novamente o facto de serem umas verdadeiras lendas vivas, reverenciadas por diversos motivos. Mais do que isso, são um exemplo de ideais e raízes, das quais futuras gerações podem ter como base e referência. BLOOD, SWEAT AND NO TEARS – o hardcore mantém-se bem vivo.

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Texto e fotos: Solange Bonifácio

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Possessed: terceiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

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O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. Os singles “No More Room in Hell” e “Shadowcult” já estão em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, já podes ver o terceiro episódio de “The Creation of Death Metal” em que a banda fala sobre as diferenças regionais da sonoridade death metal nos EUA.

 

 

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Sabaton History Channel, ep. 11: sabotagem da bomba atómica nazi

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Pär Sundström e Indy Neidell escolhem falar do tema “Saboteurs”, do álbum “Coat Of Arms” (2010), que versa sobre as operações de sabotagem que preveniram a Alemanha nazi de chegar primeiro à concepção da bomba atómica.

Um dos produtos especiais para a criação da arma de destruição massiva é água pesada e a Noruega ocupada pelos nazis continha em si uma fábrica que produzia tal ingrediente. Os Aliados, desesperados por atrasarem o progresso do inimigo, decidiram sabotar o processo. Dessa decisão saiu o plano para uma operação arriscada conduzida por britânicos e noruegueses.

Mais episódios AQUI.

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