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[Reportagem] Pestilence + Grindead + Pestifer (29.03.2019, Porto)

João Correia

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Pestilence (Foto: João Correia)

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Pestilence + Grindead + Pestifer
29.03.2019, Porto

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Pela primeira vez de visita à cidade do Porto, os lendários Pestilence suscitaram bastante curiosidade da parte do público – seriam tão bons ao vivo como em estúdio? Tocariam clássicos mais tardios do seu trajecto? E como seria a presença em palco de Patrick Mameli, eterno fundador de um dos grupos holandeses mais respeitados há 35 anos? Essa curiosidade explicou a afluência invulgar ao Hard Club, mesmo tratando-se de uma sexta-feira, que na sua maioria era composta pela faixa etária dos ‘entas’. As bandas que aqueceram a fornalha para os mestres dos Países Baixos não foram escolhidas ao acaso, o que resultou numa celebração ritualística de death metal que, presentemente, só a cidade do Porto nos consegue oferecer.

Os veteranos Pestifer deram início à invocação com a solidez que lhes costuma assistir. Formados em 2000, só em 2017 editaram “Execration Diatribes”, álbum de estreia que lhes valeu rasgados louvores dos fãs de death metal sem artifícios ou truques. Não é disparatado compará-los a Hate Eternal, Vital Remains, Cryptopsy ou Morbid Angel nas suas géneses, o que significa uma descarga descomprometida de death metal rápido, atroz e ora propositadamente rudimentar, ora técnico como não esperaríamos. Embora precisos e calculistas, lamentámos o facto de terem tocado um set tão curto; passou literalmente a voar. Com alguns problemas sonoros menores nos momentos iniciais, depressa foram corrigidos e proporcionaram ao público quase meia-hora daquilo que melhor sabem fazer.

Seguiram-se-lhes os Grindead, uma banda novata cujos integrantes são tudo menos, todos ex-integrantes de algumas das bandas nacionais mais conhecidas da velha-guarda, como Genocide ou Web. Ao contrário dos Pestifer, os Grindead focam-se no death metal old-school mais lento, arrastadão (no bom sentido) e infeccioso. Da estreia humilde no Metalpoint para banda de abertura de Pestilence foi um saltinho, cujo primeiro trabalho (100 cassetes esgotadas em menos de uma semana) certamente terá auxiliado a promover a banda. Mais ‘tímidos’ (ou talvez inertes seja um melhor termo) em palco do que os Pestifer, não foi por isso que não causaram agitação nas fileiras da frente, principalmente quando anunciaram “Stench of Profit”, clássico intemporal dos nova-iorquinos Brutal Truth. Foram um pouco menos curtos do que (mas tão grossos quanto) Pestifer, mas deixaram antever um concerto alicerçado na brutalidade para o SWR Barroselas Metalfest.

Após um intervalo curto, os Pestilence subiram ao palco perante uma ovação efusiva. Há muito que o Porto é o pináculo do death metal nacional; logo, não é de estranhar que uma banda deste calibre seja recebida desta forma, o que deixou Mameli bastante sorridente pelo entusiasmo. Facto: os Pestilence já não são o que eram, de todo. Se pensarmos na meia dúzia de lendas que já preencheram as fileiras da banda, como Tony Choy (Atheist, Cynic), Martin van Drunen (Asphyx, Bolt Thrower, Hail of Bullets) ou Tim Yeung (Morbid Angel, Nile, Vital Remains), certamente que não reconheceremos as novas caras por trás da banda, mas nenhum dos novos integrantes deixa créditos por mãos alheias. Na penúltima prestação da digressão Reduced to Ashes, onde os Pestilence tocaram o influente “Consuming Impulse” na sua totalidade, o Hard Club vestiu-se a rigor e proporcionou aos holandeses um som esmerado, perfeitamente nítido. Pouco após o início do set, a banda registou problemas técnicos relativamente demorados, mas, resolvidos esses, voltaram à carga como se nada tivesse ocorrido, tudo ao toque da batuta do maestro Mameli. Do lado de cá do palco, o espectáculo era outro, com um membro do público constantemente a troçar do aspecto físico (musculado e definido) de Mameli. “Estou a ver que andas num ginásio! Queres um batido proteico?”, começou por dizer. A esta tirada seguiram-se outras não menos hilariantes, das quais “Queres fibra?”, “Queres amendoins?” ou “Queres proteínas?” nos faziam rir a cada momento. De relembrar que isto é o Porto e que o Porto é isto. Os momentos altos da rendição do disco de estreia foram os esperados: “Out of the Body” e “Reduced to Ashes”.

Finalizada a primeira parte do set, os Pestilence tocaram mais três clássicos de “Testimony of the Ancients”, cada um deles com uma assinatura inimitável, a saber: a intro de “The Secrecies of Horror” é um rasgo de génio que não voltará a ser feito; “Twisted Truth” tem um dos solos mais memoráveis de sempre do death metal e, claro, a finalizadora “Land of Tears” foi tão-somente um dos temas de death metal mais divulgados de sempre pela MTV. A comunicação de Mameli com o público foi exemplar, principalmente ao anunciar “Twisted Truth”: “I say twisted, you say…” – “TRUTH!”, respondeu o público. A noite saldou-se no total proselitismo dos presentes, que ficaram mais do que convencidos de que valeu a pena esperar tantos anos pelos Pestilence e que o Porto tem oferta de qualidade para rivalizar com uma das bandas mais reverenciadas do death metal, tudo graças aos esforços da Larvae Records.

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Texto e fotos: João Correia

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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