#ChooseUltraje

Concertos

[Resurrection Fest] Warmup: Ao sétimo dia, Deus criou o Resurrection Fest

João Correia

Publicado há

-

Resurrection1

Dez horas de viagem repartidas entre um expresso e uma boleia depois, cheguei ao Resurrection Fest e comecei a tratar dos devidos protocolos: banca de imprensa, seguida de acampamento e agrupar com os colegas de viagem e restantes amigos, conhecer os cantos à casa e, por fim, preparar o material para o warmup do festival. Com cerca de dez mil comparências na festa de aquecimento, o Resurrection bateu quaisquer recordes anteriores com esta edição, a décima primeira da sua história. Atentando ao cartaz deste ano, é compreensível: Anthrax, Suicidal Tendencies, Animals As Leaders, Sepultura, Mayhem, Annihilator, Dropkick Murphys, Arch Enemy, Rammstein, Mastodon, Rancid, Sabaton, Alcest, Krisiun, Obituary, Agnostic Front, Conan, Napalm Death e dezenas de outras bandas de primeira linha e novas promessas que compõem um cartaz dividido por três dias de muito ferro e aço.

As instalações são algo de inédito em comparação com qualquer festival onde tenha marcado presença: campismo pago com um valor invulgarmente alto, e onde até o simples carregar de um telemóvel custa dinheiro aos festivaleiros. Se no Resu Camping, mesmo à entrada do evento, um bilhete para o campismo custa 70€ (válido para duas pessoas), menos sorte têm os festivaleiros que não conseguiram reservar a sua entrada a tempo e tiveram que optar pelo Beach Camping, onde o valor do bilhete, 53€, não justifica as condições apresentadas: banhos de água fria, todos os extras pagos (incluindo, por exemplo, a taxa de 1€ para carregar um telemóvel) e, pior, uma distância de 30 minutos a pé desde o recinto do festival, cerca de 3 quilómetros. Exige-se mais e melhor, principalmente quando os valores pagos são desfasados da oferta.

Para além dos quatro palcos, o recinto do festival, enorme como é exigido, apresenta tudo o que qualquer fã de metal necessita para enfrentar os três dias de desgraça que se seguem: imensas bancas de merchandise, incluindo algumas especializadas, mais de dez bancas de alimentação para todos os gostos, stands de bebidas e uma banca enorme para o merch oficial do festival e das bandas que nele se apresentam.

Parazit (Méx), Aphonnic (Esp), We Ride (Esp) e Here Comes The Kraken (Méx) foram as bandas escolhidas para aquecer o primeiro nome de peso do cartaz, C. J. Ramone. O ex-baixista dos Ramones entreteve a audiência com clássicos como “Commando” e “Do You Wanna Dance?”, dos Ramones, num espectáculo de aproximadamente cinquenta minutos. O som, bem alto, mas cristalino, ajudou a bater o pé dos milhares que se apresentaram para dar as boas-vindas a uma das poucas lendas vivas do rock.

cjramone3

(C. J. Ramone)

Seguiram-se os Soziedad Alkoholika, uma das instituições metálicas espanholas, e compará-los aos “nossos” Xutos & Pontapés em termos de popularidade não é hipérbole. A promover o seu último registo, “Sistema Antisocial”, de 2017, fizeram o público saltar, cantar em uníssono, repetir refrões que toda a gente conhecia e, com “Jaulas de Tierra!”, finalizaram uma prestação um pouco abaixo de perfeita.

Sepultura3

(Sepultura)

Por fim, foi a vez dos Sepultura espalharem a sua magia em palco mas, pelo concerto que deram ontem, quase diria que ainda são aprendizes de feiticeiros. Iniciaram com o seu último álbum de 2017, “Machine Messiah”, e só começaram a obter resposta do público com o seu primeiro clássico da noite, “Desperate Cry”. Daí em diante, a máquina não parou; depois de “Sworn Oath”, novamente de “Machine Messiah”, “Inner Self” fez a audiência agitar-se, seguida de uma indiferente “Resistant Parasites” e começando de facto com os clássicos maiores da banda: “Territory” (em que a banda teve um contratempo com guitarra e voz durante mais de um minuto), “Refuse/Resist”, “Ratamahatta” e finalizando com “Roots”. Do ponto de vista de espectador sempre isento, sentiu-se que o concerto começou bem, piorou e, no final, foi bastante enérgico. Do ponto de vista do público, os Sepultura podiam ficar a tocar durante uma semana, que os saltos da multidão não parariam de qualquer forma. Ainda que os novos temas de “Machine Messiah” possam parecer desprovidos de grande criatividade, em palco a máquina está mais do que oleada. «Esta foi a melhor data desta tournée», afirmou Green antes de “Roots”, levando a audiência à loucura; não tendo sido uma prestação sofrível, e porque somos todos humanos, foi um espectáculo que não me aqueceu e nem arrefeceu, exceptuando nos últimos quatro temas. Já a reacção do público se resume, em poucas palavras, a satisfação total.

Texto e Fotos: João Correia

Concertos

[Festivais] Under The Doom V: A antevisão

Joel Costa

Publicado há

-

upload

O Under The Doom está a exactamente uma semana de ter início, com o RCA Club (Lisboa) a abrir as portas no dia 30 de Novembro para acolher nomes como Earth Electric, Mourning Sun, Painted Black e When Nothing Remains.

Os Painted Black têm em “Raging Light” – editado em Outubro passado – o seu mais recente trabalho, que vê a banda lisboeta com raízes na Covilhã a apresentarem uma sonoridade rejuvenescida, fugindo um pouco do doom que os caracterizou na altura da estreia, em 2010, com “Cold Comfort”, e explorando pastagens mais post. A estrearem-se este ano com “Vol.1: Solar”, que mereceu uma edição através da prestigiada Season Of Mist, estão os Earth Electric de Rune Eriksen (conhecido como Blasphemer durante a sua incursão nos noruegueses Mayhem) e Carmen Simões, dos agora extintos Ava Inferi. Bem conhecidos do público português e não só, esta dupla regressa com um projecto hard rock que se funde com um lado mais doom e progressivo, sem esquecer a vertente ritualista que sempre os acompanhou em projectos anteriores. Do lado internacional do cartaz para este dia, encontram-se os chilenos Mourning Sun que apresentarão o seu novo EP “Latitud:56’S” e os suecos When Nothing Remains, que têm em “In Memoriam”, de 2016, o seu mais recente e terceiro longa-duração.

O que esperar dos outros dias? A resposta é fácil: muito doom e gothic metal! Se bem que se estivermos a falar de Lacuna Coil – cabeças-de-cartaz para o dia 1 de Dezembro – haverá certamente quem diga que o que se pode esperar seja uma espécie de pop metal. Passando à frente, a banda de Cristina Scabbia traz “Delirium” aos palcos nacionais, um álbum que dividiu opiniões mas cuja actuação trará certamente alguns dos temas que marcaram o novo século, com álbuns como “Unleashed Memories” ou até mesmo “Comalies” a figurarem entre os melhores do género. E o que dizer de Liv Kristine? Com um percurso sólido tanto a solo como na sua passagem por bandas como Theatre of Tragedy ou Leaves’ Eyes, a cantora norueguesa peca apenas por não ter novidades discográficas desde “Vervain”, editado há três anos. “Vervain” oferece uma compilação bem variada de temas inéditos e que reúne as melhores qualidades que a artista foi capaz de desenvolver desde que se aventurou na sua carreira a solo, em 1997. Como seria de esperar de alguém que sabe o que está a fazer dentro da cena gótica, contem com uma actuação negra, bela e acima de tudo coerente.

No último dia do festival o RCA Club será invadido pelas florestas norueguesas, com os In The Woods… a trazerem a sua viciante atmosfera ao palco da capital. Com uma discografia repleta de pontos altos, “Pure” é a última novidade do quarteto, onde os temas lá presentes assumem uma identidade bem vincada e, como é habitual com os In The Woods…, esquecem as leis do tempo e criam todo um impressionante ambiente, que se vai construindo até dar origem a uma explosão de som. Os Ahab também marcarão presença, com o seu funeral doom metal a servir de marcha fúnebre para assinalar o começo do fim, daquela que será certamente uma excelente edição deste festival.

Pelos palcos do Under The Doom passam ainda nomes como os “nossos” Process Of Guilt – que são a mais recente confirmação para o cartaz de dia 2 de Dezembro -, Novembers Doom, Acherontas, Gold, Green Carnation, Inhuman, The Foreshadowing e Cellar Darling.

Mais informações abaixo:

Dia 30 Novembro – RCA Club / Lisboa
EARTH ELECTRIC – MOURNING SUN – PAINTED BLACK – WHEN NOTHING REMAINS 
Abertura de Portas – 20:30 / Início 21:00
Bilhete: 15€

Dia 01 Dezembro – Lisboa ao Vivo – Lisboa
LACUNA COIL – LIV KRISTINE – GREEN CARNATION – INHUMAN – THE FORESHADOWING – CELLAR DARLING
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 35€ (Pré-venda / 36€ Próprio dia)

Dia 02 Dezembro – RCA Club – Lisboa
IN THE WOODS – AHAB – PROCESS OF GUILT – NOVEMBERS DOOM – ACHERONTAS – GOLD
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 30€ (Pré-venda / 31€ Próprio dia)

Onde comprar bilhetes:
Venda Online (LetsGo.pt): http://bit.ly/2v5ruIl

Venda Online (unkind.pt):
http://www.unkind.pt/catalogo/listaprodutosbanda.php…

Bilhetes físicos e personalizados:

– Glam o Rama Rock Shop – Lisboa
– Loja Carbono – Amadora
– Quiosque ABEP- Lisboa (só bilhetes diários)
– RCA Club- Lisboa (só bilhetes de 3 dias e para dia 2 dez.)
– Fnac Almada – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Colombo – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Vasco da – Gama (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Loja Piranha – Porto
– Loja Bunker – Porto

Preço dos bilhetes:

(30 nov). = 15€ – (á venda apenas no próprio dia)
(01 dez.) = 35€ – (36€ Próprio dia)
(02 dez.) = 30€ – (31€ Próprio dia)
Golden Tickets / Bilhetes 3 dias – 60€

Links:
https://www.facebook.com/UndertheDoomFestival/

Continuar a ler

Concertos

[Festivais] XXI SWR Barroselas Metalfest: Suffocation e Carpathian Forest entre as primeiras 15 confirmações

Diogo Ferreira

Publicado há

-

A XXI edição do SWR Metalfest Barroselas já se começa a compor com as primeiras 15 bandas que podes conferir no cartaz abaixo, sendo Suffocation e Carpathian Forest os nomes mais sonantes.

O festival realiza-se em Barroselas entre os dias 27 e 29 de Abril de 2018. O X-MAS Pack já pode ser adquirido AQUI. O evento oficial no Facebook já se encontra disponível AQUI.

23517572_1907823572591969_6035615394556862031_n

Continuar a ler

Concertos

[Concertos] Iron Maiden actuam em Lisboa a 13 de Julho de 2018

Diogo Ferreira

Publicado há

-

23517422_10154801187536415_6868458055393088685_n
A digressão mundial “Legacy of The Beast World Tour”, dos Iron Maiden, passa por Lisboa a 13 de Julho de 2018 na Altice Arena. Os bilhetes estarão à venda a partir de 24 de Novembro.

Segundo o post da Prime Artist, esta tour foi inspirada no jogo para telemóvel e no livro de banda-desenhada com o mesmo título e o design do palco para as actuações contará com uma série de “mundos” diferentes, mas interligados, com um alinhamento definido que vai cobrir uma grande selecção de material dos anos 80 e algumas surpresas de álbuns posteriores para adicionar diversidade.

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #21