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Satyricon: discografia 1994-2017

Diogo Ferreira

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Dark Medieval Times
1994, Moonfog Productions

A sonoridade aliada ao título é das combinações mais perfeitas do black metal. O primeiro álbum dos Satyricon é gelado, arcaico q.b. e folclórico como os invernos medievais. “Dark Medieval Times” soa a florestas nevoeirentas e castelos abandonados que, pedra a pedra, ruirão. A semente estava assim lançada no ano mais prolífico do black metal.

 

The Shadowthrone
1994, Moonfog Productions

Ainda que lançado no mesmo ano do debutante, “The Shadowthrone” mostra-se um disco mais maduro e com malhas de guitarra bem mais apelativas. A frieza continua e o lado medieval prossegue com teclados a fazer lembrar Mortiis e Wongraven (projecto ambient de Satyr). Há, por seu turno, uma intenção narrativa por todo o álbum.

 

Nemesis Divina
1996, Moonfog Productions

Para uma enorme parte de adeptos do género, a perfeição do black metal chegou em 1996 com “Nemesis Divina”. É, de facto, um ponto de viragem no estilo em geral e uma influência ainda hoje sentida em bandas de black metal melódico, nomeadamente finlandesas. Deste terceiro disco exalta-se a imortal “Mother North”, um hino autêntico.

 

 

Rebel Extravaganza
1999, Moonfog Productions

Representa a primeira mudança sonora do duo norueguês e, mais uma vez, o nome é indicado para o momento. Com o quarto álbum, tornam-se realmente rebeldes a modificar o género com a inclusão de malhas groovadas antecedendo o que viria num futuro nada distante, ainda que a velocidade do black metal continuasse presente.

 

Volcano
2002, Moonfog Productions

Se em 1999 o groove era uma ferramenta experimental, em 2002 tornou-se uma certeza e os Satyricon começaram também a fugir aos rótulos quadrados. “Volcano” é afinal o quê? Black metal? Groove metal? Rock pesado com vozes furiosas? É isso tudo. O quinto álbum dos nórdicos é, essencialmente, uma oferta de riffs dissonantes e inquietantes.

 

Now, Diabolical
2006, Roadrunner Records

Este seria o momento para se fazer as pazes com alguns fãs, mas Satyr e Frost sempre fizeram o que lhes dá na veneta. Empurraram a sua sonoridade ainda mais em direcção ao metal/rock musculado/groovado, mas desta vez até se saíram melhor. Para a posteridade fica “K.I.N.G.” que hoje em dia encerra concertos.

 

 

The Age Of Nero
2008, Roadrunner Records

Ouvir “The Age Of Nero” é quase como se “Now, Diabolical” tivesse um segundo CD. A receita é praticamente a mesma, ainda que seja um pouco mais rijo e interligado do que o antecessor. Os riffs quase hipnóticos e as estruturas cíclicas criam a atmosfera de um álbum que prometia actuar como um grande regresso.

 

 

Satyricon
2013, Roadrunner Records

Ainda que nem todas as faixas sejam verdadeiros win-win, o álbum homónimo é uma experiência melancólica em quase toda a sua duração. Entre temas crus, melódicos e agressivos, a ‘balada’ “Phoenix” (c/ a voz sedutora de Sivert Høyem) acaba por ser a melhor composição de um disco que dividiu opiniões. Os Satyricon não querem saber.

 

 

Deep calleth upon Deep
2017, Napalm Records

Numa entrevista concedida por Frost aquando do #4 da Ultraje (2016), o baterista reiterou que os Satyricon não são entertainers, mas artistas que fazem aquilo que unicamente ambicionam – prova disso é que tanto tivemos um “Nemesis Divina” (1996) que ajudou a mudar o paradigma do black metal melódico como um álbum homónimo (2013) que muito pouco tinha de metal extremo. Recuperado de um tumor cerebral, Satyr voltou a reunir-se com Frost e 2017 foi um ano em grande para a dupla com este nono álbum. A inaugural “Midnight Serpent” até pode soar a “Now, Diabolical” (2006), mas a seguinte “Blood Cracks Open the Ground” oferece riffs mais trabalhados do que o normal e uma bateria complexa que quase nos atrevemos a classificar como prog (algo que se prolonga pelo disco todo). Com uma produção mais crua do que tem sido comum na última década de Satyricon, tudo aqui soa seco e orgânico em comunhão com a capa arcaica, havendo espaço para uma faixa melancólica em “To Your Brethen in the Dark”, incursões esotéricas/ritualistas no tema-título com a inclusão de cânticos/coros e instrumentos de sopro em “Dissonant”. E quando menos esperamos, “The Ghost of Rome” é post-punk! Começa a ser vago, confuso e erróneo explicar o que é black metal e esta banda já há muito está separada de rótulos, portanto Satyricon é simplesmente Satyricon. Grande regresso!

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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