#ChooseUltraje

Features

Scorpions @ MEO Arena (Lisboa) 28.06.2016

Rui Vieira

Publicado há

-

scorpions_preview

Com a MEO Arena esgotada, os Scorpions regressavam a Portugal para a comemoração dos seus 50 anos (!!!) de actividade. Um feito assinalável, ainda para mais quando constatamos que continuam a ser uma das bandas mais relevantes e frescas da actualidade. Com início marcado para as 21 horas, a actuação da lenda germânica começou cerca de meia-hora depois com “Going Out With A Bang”, caindo a grande cortina desenhada com uma coroa ladeada por dois escorpiões e que tapava o palco. E a primeira surpresa da noite foi logo constatar que Mikkey Dee (Motörhead, King Diamond), estava por detrás do kit de bateria. A presença do sueco foi o prenúncio de que a noite de 28 de Junho 2016 iria ser, a todos os níveis, inesquecível. O palco não tinha nada excepto os músicos e a bateria, mais elevada, num 1.º andar. O enchimento ficou a cargo do ecrã central gigantesco, dois verticais, um de cada lado, e um outro em rodapé que ligava com o maior. Com um impressionante jogo de luzes, filmagem e mistura em directo e com frequentes imagens em 3D, estava encontrada a simbiose perfeita entre banda e público para uma experiência memorável.

Seguiu-se “Make It Real”, com o público a cantar em uníssono e já em êxtase com tamanho espectáculo presenciado. “The Zoo” mostrou a lenda viva que é Matthias Jabs com o seu solo de talkbox, em que a sua voz é processada através de um tubo (efeito popularizado em “Livin’ On A Prayer” dos Bon Jovi) ao mesmo tempo que sola na sua emblemática Explorer branca com riscas negras. “Coast To Coast” é sempre um dos momentos mais marcantes. Neste épico instrumental, o vocalista Klaus Meine junta-se, de guitarras em riste, a Rudolph Schenker, Jabs e ao baixista Paweł Mąciwoda, para a ronda final da música. Depois de um medley com vários temas, o formato continuou mas desta vez para juntar algumas baladas como “Always Somewhere” e “Send Me An Angel”. Na ponta da passadeira que terminava em “T”, os músicos juntaram-se e aí presentearam os casais românticos que se conheceram com estas músicas. “Wind Of Change” continuou a toada melosa da banda mas já com Mikkey Dee sentado por detrás das “peles” e prestes a fazer história nesta noite. Antes, ainda houve “Dynamite”, o tema mais pesado – quase thrash? – de Scorpions. As explosões virtuais sucediam-se à medida que Klaus gritava “It’s dynamite!”.

Sem dúvida que o momento da noite foi quando Mikkey Dee dá início a um solo de bateria enorme, em todos os sentidos. Cinquenta e dois anos não são nada para o corpulento Dee, que liga a ignição do seu panzer e quase deita abaixo o antigo pavilhão Atlântico. Não me lembro de uma única falha neste solo. Nem baquetas a baterem umas nas outras, nem baquetas a baterem nos aros da bateria, nem pratos falhados, nada. A meio, Mikkey começa a marcar – compassadamente – com o bombo e cada vez que o dá, aparece a capa de um álbum de Scorpions (cronologicamente, dos antigos para os recentes) e vai acelerando até toda a parede ficar preenchida com a discografia dos alemães. Impressionante. Entretanto, a loucura continua com a estrutura da bateria a elevar-se a alguns metros e com cerca de 20.000 almas absolutamente rendidas ao icónico baterista da banda de Lemmy. De volta a “terra”, o set final foi de cortar a respiração com uma fantástica sequência “Blackout”, “Big City Nights”, “No One Like You”. Já no encore, “Still Loving You” e “Rock You Like A Hurricane”, fechavam com chave de ouro uma actuação mítica no Parque das Nações.

O som esteve bom, com uma descarga quase perversa de decibéis a bombardear-nos o caracol do ouvido durante os 90 minutos de actuação. A assistência de Scorpions é composta, actualmente, por uma média de idades alta e é um fenómeno socialmente transversal e várias são as gerações presentes. Não houve ninguém que não tenha ficado satisfeito com esta noite, ainda para mais – e para os mais conhecedores – com Mikkey Dee na bateria. Klaus Meine – com 68 anos – continua com a mesma voz e a dupla de guitarristas Jabs/Schenker continua coesa e calibrada como um puro motor germânico. Depois de presenciar tudo isto, ainda me pergunto: “Mas para quê falar em fim? Não faz qualquer sentido.”

Features

Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

Publicado há

-

Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

Continuar a ler

Features

Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

Publicado há

-

No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

Continuar a ler

Features

Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

Publicado há

-

Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #21