Reviews avulso: Thy Serpent’s Cult | Seeds Of Mary | Humans Etcetera | Ultraje – Metal & Rock Online
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Reviews avulso: Thy Serpent’s Cult | Seeds Of Mary | Humans Etcetera

tsc_supremacy_of_chaos_haulixThy Serpent’s Cult “Supremacy of Chaos” [Nota: 6.5/10]
Editora: Ordo MCM
Data de lançamento: 23 Outubro 2017
Género: death metal

“Supremacy of Chaos” é não só o terceiro álbum dos chilenos The Serpent’s Cult como também o último, já que a banda encerrou actividades com este disco. Com um death metal militante a grupos como Deicide, o quarteto projecta a sua sonoridade de forma crua e nem sempre equilibrada, mas acima de tudo honesta – assim nos parece. Com alguns lances estridentes, em especial no momento dos solos, as 11 faixas deste disco são essencialmente ásperas e cortantes com os seus breaks de guitarra e baixo bem metalizado. Será este álbum a melhor forma de terminar uma carreira de cerca de 10 anos? Não sabemos, porque também não conhecemos o que o futuro reserva. No entanto, é uma banda indicada para ávidos do underground.

 

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seeds_of_mary_coverSeeds Of Mary “The Blackbird and the Dying Sun” [Nota: 6.5/10]
Editora: Klonosphere Records
Data de lançamento: 20 Outubro 2017
Género: rock / grunge

Num híbrido entre rock e grunge, os Seeds Of Mary regressam aos discos com “The Blackbird and the Dying Sun”. Essencialmente composto por riffs pesados, solos melódicos e algumas atmosferas roqueiras, a veia grunge (numa abordagem post) é a que lateja com mais garra, especialmente através da postura vocal que tanto pode fazer lembrar Alice In Chains como Soundgarden. No entanto, vale a pena frisar que são apenas inspirações e não se trata de uma cópia, pois ao ouvir este álbum sente-se que os Seeds Of Mary estão a fazer uma cena à sua maneira – e isso é óptimo – só que ainda não arrepia o suficiente.

 

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file3Humans Etcetera “Intelligent Skeleton” [Nota: 5/10]
Editora: Nefarious Industries
Data de lançamento: 13 Outubro 2017
Género: rock experimental

Da mente de um norte-americano sediado na China, a one-man-band Humans Etcetera é um projecto de rock experimental que vai desde o alternativo ao hardcore arcaico. Sempre cheio de experimentalismos dissonantes e, por vezes, aparentemente desconexos, é garantido que a primeira audição não será a mais agradável, ainda que comece a crescer um pouco de gosto à segunda e à terceira. E se o rock representa o lado ocidental de Christopher Henry, a utilização dum guzheng na faixa “Gravebody” representa a estadia chinesa. No fim ficamos com a sensação de que Humans Etcetera é um mundo muito próprio do artista e que não será aprazível para toda a gente – mas a arte tem destas coisas.

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