#ChooseUltraje

Features

Sodom: As 10 bombas (ainda) incendiárias

Rui Vieira

Publicado há

-

Sodom

Os Sodom celebram, em 2016, 35 anos de existência. Foi em 1981 que Tom Angelripper, altamente dopado por Motörhead e Venom e farto de trabalhar nas minas de Gelsenkirchen, decidiu criar algo ainda mais rápido e agressivo que os ícones britânicos. Nascia o híbrido Sodom. Em jeito de celebração, e enquanto ouvinte e músico, estes são os 10 temas obrigatórios de uma banda essencial e que já teve uma época dourada. Mais casos haveria se o top fosse alargado mas como é limitado a 10, depois de extensa análise (ou não, afinal ouço isto há anos, décadas…), e se fosse detentor dos direitos das músicas de Sodom, este seria o best of que lançaria no mercado para ganhar mais uns cobres. Eis a dezena de músicas mais significativa na carreira da máquina de guerra germânica!

-/-

10. Among The Weirdcong

Depois de constantes mudanças de guitarrista e após a saída de Witchhunter, os Sodom estabilizaram com a entrada do novo seis cordas Bernemann e o baterista Bobby. Apesar da formação estável, no global, os novos álbuns sempre deixaram muito a desejar havendo alguns que, confesso, nem lhes “toquei”, como aquele das barrigas com a caveira. Mas – a espaços – foram aparecendo algumas malhas de aço e esta é uma delas. Podia ser um tema da época de ouro dos Sodom (Tom/Blackfire/Witchhunter): rápido, incisivo, riffs e construção perfeita. A entrada com a tarola marcial e o final em fade out ainda lhe confere mais identidade.

 

9. The Vice Of Killing

Mais um tema da formação Tom/Bernemann/Bobby que realmente me faz levantar do sofá, agarrar na viola de caixa ainda com as cordas originais e totalmente desafinada da humidade que está na sala, e iniciar uma sessão frenética de headbang solitário numa ociosa tarde de um qualquer domingo. A cavalgada neste tema lembra-me o melhor que Bernemann (nunca te perdoarei a forma adulterada e lazy como tocas as músicas antigas) conseguiu fazer para trazer o bom fantasma Blackfire de volta. Um riff daqueles que “já não se usa”, um tema frenético, cativante de início ao fim. Outros haverá desta era, mas fico-me por aqui.

 

8. Blasphemer

O EP “In The Sign Of Evil”, apesar de toda a trapalhada e enganos, consegue ter um som dos mais extremos da história de EP’s e até de trabalhos debutantes. Tudo é de uma brutalidade atroz, a bateria é uma autêntica cavalgada desenfreada onde se ouvem os cascos do demónio a toda a hora, a voz infernal e cheia de delay, um caos perfeito, uma simbiose de inexperiência e vontade de deixar de trabalhar nas minas de Gelsenkirchen. É provável que “Blasphemer” seja uma das versões mais tocadas por bandas de black metal. Se tivesse uma, era a que escolhia.

 

7. Obsessed By Cruelty

A malfadada gravação dos Sodom. A troca de masters que manchou – ao mesmo tempo atribuindo-lhe uma aura única – o primeiro longa-duração do trio germânico. O tema-título é a melhor composição do álbum e uma das melhores de sempre. Eu nem quero imaginar como seria “Obsessed By Cruelty” com a qualidade de um “Agent Orange”… A música não é sempre a rasgar, mas a sua construção é exímia. Quando a oiço e chega à middle section, ocorre-me sempre que o Tom vai dizer: “It’s Chris Witchunter on the drums!”, tal não foram as vezes que ouvi o disco ao vivo “Mortal Way Of Live”, aquele que tem na capa o cunnilingus à gata.

 

6. Better Off Dead

Um álbum completamente diferente – a todos os níveis – do seu antecessor “Agent Orange” que fora premiado com a entrada no top de vendas alemão. Depois da saída traumática do “Deus” Blackfire e já com o novo guitarrista Michael Hoffman (ex-Assassin), tão bom que conseguia – foi o único – reproduzir as malhas de Frank na perfeição. Apesar disso tudo, “Better Off Dead” é um disco assinalável e com músicas memoráveis. Novamente, o tema-título é o mais obscuro, rápido e pesado. Neste disco só não gosto de uma coisa (a.k.a. ódio de estimação), mas isso será revelado lá para o fim (por favor, não vão já lá!).

 

5. Conqueror

Mais uma pérola, um diamante em bruto do início da era de ouro dos Sodom. Retirado do EP “Expurse Of Sodomy”, a estreia do guitarrista Frank Blackfire, este é um daqueles temas em que vamos no carro e dá-nos uma vontade imensa de ouvir, mas não o temos na playlist… É como que uma rapidinha, prazer imediato, speed/thrash no seu melhor com produção razoável. São três minutos e picos de velocidade estonteante, delays à antiga e bateria orgânica. E aquele riff, valha-nos Nossa Senhora!

 

4. Christ Passion

Um autêntico épico do álbum “Persecution Mania”, de 1987. O início é catchy e a voz de Angelripper é divinal nesta parte. A segunda parte é sempre a rasgar, só respirando na frase que deu origem ao primeiro álbum ao vivo de Sodom. Esta rapidez só me traz à memória o vídeo VHS de “Mortal Way Of Live” com Chris Witchhunter, protegido pelo seu kit de bateria e a abanar a cabeça (o seu tique) para o cabelo sair-lhe da cara.

 

3. Magic Dragon

Talvez tenha sido o meu primeiro contacto com Sodom. Estava em casa de um amigo que, através do rádio-aparelhagem Sanyo do irmão, costumava gravar religiosamente as sessões do mítico Lança-Chamas. Num desses programas, António Sérgio apresentava-nos o último álbum dos Sodom, “Agent Orange”. Uma das características que logo me prendeu foi o som compacto das guitarras, uma muralha de distorção totalmente avassaladora que, para um jovem de 14 ou 15 anos, pode ser absolutamente decisivo e influenciador como, de facto, foi. Sodom e, particularmente, a era Frank Blackfire, continua a ser uma das minhas principais fontes de inspiração para compor. O tema divide-se em duas partes, uma lenta e uma rápida. Começa de forma ameaçadora, com aquela voz enigmática de Tom Angelripper e tem uma das frases mais brutais que já ouvi numa malha extrema: “’cause orders are clear, crush ‘em to win the war!”. Meus amigos, isto é de eriçar todos os pelinhos existentes no corpo humano!

 

2. Nuclear Winter

O que dizer de “Nuclear Winter”? É a trademark de Sodom, é a baseline para toda e qualquer música que o trio pudesse criar a partir daqui. Juntamente com “Battery”, dos Metallica, e “Arise”, dos Sepultura, talvez esta seja também uma das melhores aberturas de todos os tempos de um álbum de thrash metal. Tudo é explosivo, mas só este início com o bombo a marcar o riff de guitarra e o baixo com distorção a marcar em contratempo, é de odiar… Porque não fomos nós a compor!

 

1. Agent Orange

Uma das composições mais geniais do thrash, um hino à música. Basicamente, tudo da cabeça de um homem: Frank Blackfire. É o próprio a admitir que foi ele que compôs 90% do álbum enquanto os restantes dois terços da banda queriam era booze. Começando no slide inicial de guitarra, o flanger, a chamada para a parte rápida, a middle section com as transmissões via rádio durante a guerra do Vietname, o solo impiedoso, a bateria absolutamente demolidora e o refrão insistente e traumático “agent orange, a fire that doesn’t burn”, este tema deveria estar em qualquer lista dos 10 melhores thrash anthems de sempre!

 

Last and least, “The Saw Is The Law” é talvez o pior tema da história de Sodom. Absolutamente irritante, nem sei como teve tanto airplay e ainda é tocado em concertos da banda em detrimento de, por exemplo, uma “Enchanted Land”, “Electrocution” ou “Tired And Red”. Nunca percebi a aposta desta música, fraquíssima, folclórica até, para single. Vá lá que a “Ausgebombt” é bem melhor.

Features

Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

Publicado há

-

Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

Continuar a ler

Features

Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

Publicado há

-

No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

Continuar a ler

Features

Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

Publicado há

-

Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #21