Soror Dolorosa “Apollo” [Nota: 7.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
Reviews

Soror Dolorosa “Apollo” [Nota: 7.5/10]

SororDolorosa-ApolloEditora: Prophecy Productions
Data de lançamento: 15 Setembro 2017
Género: goth / coldwave / post-punk

Em 2012, os desconhecidos Soror Dolorosa actuavam em Portugal a abrir para Les Discrets e Alcest; na bagagem traziam “Severance” (2009) e “Blind Scenes” (2011). No ano seguinte dariam um concerto caótico e sensual no Entremuralhas, mesmo no coração do Castelo de Leiria, com o fantástico “No More Heroes” como prato principal. E a que se deve essencialmente este crescimento e culto? Por trás de Soror Dolorosa está Andy Julia, conceituado fotógrafo francês que também dá uma mãozinha na percussão de Dernière Volonté.

Quatro anos depois, o quinteto regressa aos álbuns com o diversificado “Apollo”, pois esta nova proposta não é apenas aquele goth rock que nos foram habituando. Há por aqui incursões também ao post-punk, death rock, à coldwave francesa – que em tempos digladiou com a darkwave britânica – e até pop (como é apanágio das faixa “Another Life” e “Yata”).

“Apollo” é composto por 70 minutos de música atmosférica que coroa uma visão distópica do mundo com canções melódicas e memoráveis (talvez não tanto como algumas de “No More Heroes”, é verdade) que fazem brilhar o paradoxo da beleza versus assombração embutida na tristeza. Depois é óbvio que não nos podemos esquecer da voz barítona de Andy Julia que exala uma angústia singular muito à custa do seu timbre inigualável.

Há muito associados a bandas como Les Discrets e Alcest, faz todo o sentido que estes príncipes cheguem à Prophecy Productions e que sejam indicados para fãs de Fields Of The Nephilim, The Sisters Of Mercy, Joy Division e Bauhaus.

 

7.5/10
Topo