Superbeast “A New Future” [Nota: 5.5/10] | Ultraje – Metal & Rock Online
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Superbeast “A New Future” [Nota: 5.5/10]

18766028_1434531969937784_6373124979943267155_nEditora: independente
Data de lançamento: Junho 2017
Género: death metal

Sempre nutri uma certa curiosidade pelas bandas japonesas. Não é que as procure, mas sempre que alguma se cruza no meu caminho faço questão de a conhecer. Já várias o fizeram, nomeadamente nas áreas do thrash e do death, e agora foi a vez deste Superbeast.

Apesar da globalização de que tanto se fala actualmente, e do facto do death metal ser um estilo com origem ocidental (estilo que está presente neste lançamento), sinto sempre que a cultura japonesa – aquilo que os faz diferentes de nós, os séculos de evolução em mundos diferentes – consegue sempre impregnar o som das bandas da terra do Sol nascente com características que não consigo verdadeiramente descrever, mas que, sem sabermos a origem da banda, fazem-nos, de imediato, ter o palpite que são de lá originárias. É esta diferença, este cunho que as bandas dão ao seu som de forma natural e não premeditada, que as torna tão interessantes para mim.

“A New Future”, um EP, é o primeiro lançamento desta banda, para além de ser o seu cartão-de-visita no ocidente. O som da banda, como referido, é death metal, mas um death metal old-school simples e directo com fortes influências thrash. Infelizmente uma das coisas que salta ao ouvido, e que não ajuda nada, é a produção. A guitarra aparece quase sempre com distorção excessiva e a voz está ligeiramente abafada, como se algo a estivesse a tentar tapar. O EP abre com o tema “Killer Shower” que não prognostica boas notícias com a sua bateria exageradamente martelada e a sua estrutura algo simplista em demasia. No entanto, “Hidden Truth”, o tema seguinte, e o melhor do conjunto, já nos apresenta uns riffs mais sólidos e melhor som, comprovando que estes nipónicos são bem capazes de mais.

Infelizmente, no final, a deficiente produção e os curtos 19 minutos de duração não nos permitem uma completa apreciação do que a banda é capaz, mas, e pelo que apresentou até aqui, ainda há muito trabalho a fazer pela frente. O potencial está lá, mas, de momento, ainda não conseguiu bater a barreira do mediano. Como última curiosidade, e algo que a princípio me estava a deixar meio confuso até o compreender, é o facto de, apesar de todos os títulos dos temas serem em inglês, os mesmos são cantados em japonês. A título pessoal esta característica foi um ponto positivo a favor deste “A New Future”.

5.5/10
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