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[Reportagem] SWR Barroselas Metalfest: Welcome to hell! (dia 2)

João Correia

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Ao segundo dia de festividades, as majestades infernais desceram ao SWR Barroselas Metalfest: Cobalt, Goldenpyre, Venom e Oranssi Pazuzu marcharam todos ao som dos tambores dos Extreme Noise Terror.

Cobalt(Cobalt)

Sem falhas ou atrasos, às 17 horas os Vircator e os My Master The Sun abriram as hostilidades com o seu post-metal e doom, respectivamente. Os Fides Inversa justificaram o burburinho ao redor do seu black metal. Na “SWR Arena”, os espanhóis Legacy Of Brutality esbanjaram o seu groovy death metal e, ao mesmo tempo, mas no palco “Warriors Abyss”, emergiram os Cobalt. Quem acompanha a banda sabe bem o quanto ela mudou nos últimos oito anos, e isso está bem visível em “Slow Forever”. Revisitaram todo o conceito literário de “Gin”, com os espíritos de Hemingway, Thompson e Burroughs a pairar sobre as suas cabeças. Também houve lugar para o animalismo e instinto primário de “Slow Forever”, bem patentes em temas como “Elephant Graveyard”, e ficou na boca o sabor agridoce de uma prestação tão curta. Numa altura em que a palavra de ordem é “Make America great again”, os Cobalt respondem “No problem”.

GoldenPyre 2(GoldenPyre)

Por fim, tempo de GoldenPyre. Embora a banda não tocasse há cerca de dez anos, a prestação de ontem teimou em contradizer os factos – o que se ouviu foi death metal coeso, clássico, honesto e sem merdas, bem representado por hinos como “Cadant In Obscurum”. É por bandas como esta que o que é nacional é bom. Após, e da Grécia, chegaram os Dead Congregation, outra banda que pratica death metal clássico com um sentido de alma muito apurado. Para quem ainda não os conhece, resta dizer que os The Ruins Of Beverast decidiram ficar mais um dia no festival para os ver ao vivo. Depois de jantar, a horda italo-norueguesa dos Darvaza apanhou muito boa gente de surpresa com o seu “black metal ist krieg”, debitando 45 minutos de pura impiedade musical.

Venom 2(Venom)

Cerca das 22 horas, sentiu-se um acentuado cheiro a enxofre e ouviu-se o uivo constante dos condenados. As portas do inferno abriram-se para dar passagem a Lorde Abbadon, Lorde Mantas e Lorde Demolition: chegavam os Venom. Quem acha que a banda não é a mesma coisa sem o Chronos, não sabe o que diz – ao longo de uma hora, “Welcome To Hell”, “Live Like An Angel (Die Like A Devil)”, “Black Metal” e “Countess Bathory” dizimaram uma audiência rendida desde o primeiro minuto. Desde fãs mais novos a chorar (literalmente) de emoção a fãs mais antigos a reviver os seus anos de ouro, ninguém ficou indiferente à prestação da instituição musical que os Venom representam.

De volta à Terra, foi a vez dos Nashgul. A banda não acompanhou as modinhas que o grindcore tem sofrido ultimamente e, em vez disso, focou-se em apresentar um som brutal, sério e socialmente consciente, para não dizer infeccioso. Quarenta minutos depois, foi a vez de uma das novas sensações do black metal, os finlandeses Oranssi Pazuzu. Em poucas palavras, durante o concerto fiquei com a sensação que o Syd Barrett ainda estava vivo e de saúde e vivia na Finlândia. Quem não conhecia, ficou visivelmente surpreendido pela originalidade do conceito espiritual e científico que criou o psicadelismo necessário para um concerto memorável.

Grog(Grog)

De volta à portugalidade, e a comemorar 25 anos de carnificina, seguiram-se os Grog e o seu death/grind sem artifícios. A determinada altura, o vocalista Pedra indicou que os temas seguintes eram dedicados ao grindcore, mote suficiente para catadupas de stage divings e slam. Chegaram e venceram em apenas 45 minutos, o que só prova a fiel legião de fãs que a banda amealhou ao longo da sua carreira.

ENT 3(Extreme Noise Terror)

No backstage, tive oportunidade de ver o Dean Jones a emborcar médias durante toda a tarde, e fiquei reticente em relação ao concerto dos Extreme Noise Terror, cabeças de cartaz do segundo dia. Claro, as reticências desapareceram mal a banda começou a tocar, evoluindo gradualmente para um plano muito próprio onde as leis e os conceitos da música não se aplicam. A meio da actuação, o vocalista dos Holocausto Canibal, Ricardo Silva, é convidado a subir ao palco para uma rendição da clássica “Raping The Earth” conjuntamente com Dean e Ben McCrow. Melhor que dois vocalistas, só três vocalistas. Fora esta, valeu tudo: “Murder”, “No One Is Innocent”, “Human Error” e “Bullshit Propaganda” foram apenas quatro das mais de quinze chicotadas psicológicas administradas em pouco mais de 50 minutos.

Por fim, o black ‘n roll dos Systemik Violence e o thrash dos veteranos Alcoholocaust encerraram as sessões solenes do segundo dia do festival. Em síntese, muito cansaço, muita chuva e muito frio… mas sempre com um esgar de satisfação na cara. Passa-te ao aço!

Por João Correia, Pedro Félix & José Félix da Costa

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Nuno Bettencourt, Tom Morello e Scott Ian tocam tema de Game Of Thrones

Diogo Ferreira

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Consagrada como uma das séries mais populares de sempre, Game Of Thrones, que terminou na última madrugada, teve a capacidade de exultar nos seus fiéis seguidores todas as emoções desde o seu início com o genérico criado por Ramin Djawadi.

No clip abaixo, Djawadi é acompanhado por Dan Weiss (criador da série), Tom Morello (Rage Against The Machine), Scott Ian (Anthrax), Nuno Bettencourt (Extreme) e Brad Paisley numa jam session com as novas guitarras Fender em que tocam precisamente o tema principal de Game Of Thrones com muito free-style solista pelo meio.

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Sabaton History Channel, ep. 15: o Barão Vermelho

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Joakim Brodén e Indy Neidell escolhem falar do tema “The Red Baron” que pertence ao próximo álbum “The Great War”, a ser lançado a 19 de Julho pela Nuclear Blast.

O Barão Vermelho é um do ícones heróicos da I Guerra Mundial que, simultaneamente, engloba a mecanização e a romantização da guerra moderna com as suas habilidades e heroísmo. Manfred von Richthofen é o nome verdadeiro do piloto que é, então, recordado em mais um episódio do Sabaton History Channel.

Mais episódios AQUI.

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Jinjer ao vivo no Resurrection 2018 (c/ vídeo)

Diogo Ferreira

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Foto: Veronika Gusieva

Abaixo podes assistir à prestação dos Jinjer no Resurrection de 2018. Recentemente disponibilizado pelo próprio festival, este vídeo servirá para aguçar a vontade que os fãs desta banda têm para os ver no Vagos Metal Fest deste ano. Nos quase 40 minutos de concerto, os Jinjer executaram temas como “Words Of Wisdom”, “I Speak Astronomy”, “Pisces” ou “Captain Clock”.

O EP “Micro”, lançado em Janeiro de 2019 pela Napalm Records, é o registo mais recente dos ucranianos que, como referido, actuarão no Vagos Metal Fest, evento que se realiza entre 8 e 11 de Agosto. Stratovarius, Six Feet Under, Satyricon, Candlemass, Death Angel, Watain e Alestorm são alguns dos nomes do cartaz.

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