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Ultra-Flashback: Ratos de Porão – “RDP Vivo” (1992)

Rui Vieira

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Pode um álbum ao vivo ser considerado o melhor da carreira de uma banda? Difícil mas não impossível. Esse é o caso com os brasileiros Ratos de Porão e o seu “RDP Vivo” de 1992. Depois de uma carreira em ascensão desde os seus primórdios em 1981 (!!!), e após dois marcos mundiais do crossover, “Brasil” (1989) e “Anarkophobia” (1991), o quarteto paulista fecha este ciclo vencedor com chave d’ouro, registando para a posteridade 55 minutos do melhor punk/hardcore/thrash que o mundo tinha para oferecer naquela altura.

“RDP Vivo” é, primeiro que tudo, uma autêntica aula de história sobre o nosso país irmão, o Brasil. Um compêndio de erros, corrupção, indignação e apatia que, infelizmente, continua actual. As letras de João Gordo, incrivelmente perfeitas e esclarecedoras, casam na perfeição com a guitarra afiadíssima de Jão, tudo devidamente coadjuvado pelo baixo de Jabá e, o estreante na bateria, Boka. Gravado no extinto Britannia Café Concerto, em São Paulo, e editado pela Eldorado, “RDP Vivo” não tem momentos baixos. Desde a faixa inicial “Morrer” até “Igreja Universal” (ainda há depois três temas ‘ocultos’) o quarteto nunca tira o pé do acelerador. A mistura está perfeita com todos os instrumentos definidos, principalmente a tarola que nos fustiga violentamente até ao derradeiro segundo.

Tornaram-se míticas as tiradas de João Gordo, tais como “não temos culpa de nascer no Terceiro Mundo”, “fico lindo de cabelo vermelho”, “chupa meu pau” ou “os mais punks do mundo”, numa alusão aos britânicos Extreme Noise Terror. Numa alusão a Ratos de Porão, eu diria que são os punks mais metálicos do mundo e os metálicos mais punk do mundo. Mas de uma coisa eu tenho a certeza absoluta: “RDP Vivo” é o melhor álbum ao vivo de todos os tempos! Valeu?

 

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[Reportagem] Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse (21.04.2019, Lisboa)

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Sick Ot It All (Foto: Solange Bonifácio)

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Sick Of It All + Good Riddance + Blowfuse
21.04.2019 – Lisboa

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O nome Sick Of It All destaca-se por si mesmo, sendo uma das maiores referências no hardcore de Nova Iorque. A banda formada, em 1986, pelos irmãos Lou e Pete Koller, Rich Cipriano e Armand Majidi ajudou a consolidar este estilo musical e a comunidade existente até aos dias de hoje. Deste modo, esperava-se mais uma noite lendária no RCA Club, em Lisboa – uma sala completamente esgotada.

Os Blowfuse são actualmente uma das bandas de punk-rock/hardcore espanholas mais conhecidas e activas e os escolhidos a abrirem as hostilidades desta noite de concertos. Com recentes passagens por Portugal, a banda tentou cativar um público – ainda um pouco tímido – com a sua atitude energética.

Mal os Good Riddance subiram ao palco, o público perdeu rapidamente a inibição e começou de imediato o circle pit. A banda mostrou-se bastante contente devido ao facto de finalmente voltarem a tocar em Portugal após tantos anos de ausência. São muito conhecidos por temas líricos que vão desde análises de críticas à sociedade americana a lutas pessoais, tendo sempre como base um punk-rock rápido e melodias cativantes. Nada disso faltou no concerto que deram, tocando uma setlist bastante diversificada. O baixista Chuck Platt, sempre com discursos divertidos, chegou inclusive a pedir para vestir uma t-shirt com o símbolo anarquista de um dos fãs com a promessa de a devolver no final do concerto. Houve ainda oportunidade para se cantar os parabéns ao baterista Sean Sellers.

Os Sick Of It All estão na sua terceira década de carreira entre tours e gravações, tendo lançado até à data mais de duas mãos cheias de discos sólidos mais outros tantos EPs, isto com quase nenhuma mudança na sua formação. Com o lançamento de “Scratch the Surface”, em 1994, levaram o hardcore nova-iorquino até ao resto do mundo e, desde então, raramente pararam para respirar. A banda é das poucas lendas dentro do hardcore ainda no activo com formação inicial e de modo consistente. Entre sing-alongs, stage divings e um wall of death, os Sick Of It All tocaram com uma frescura tremenda, evocando tempos antigos, e consolidando novamente o facto de serem umas verdadeiras lendas vivas, reverenciadas por diversos motivos. Mais do que isso, são um exemplo de ideais e raízes, das quais futuras gerações podem ter como base e referência. BLOOD, SWEAT AND NO TEARS – o hardcore mantém-se bem vivo.

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Texto e fotos: Solange Bonifácio

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Possessed: terceiro episódio de “The Creation of Death Metal”

Diogo Ferreira

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O novo álbum dos padrinhos do death metal Possessed intitula-se “Revelations Of Oblivion” e será lançado a 10 de Maio pela Nuclear Blast. Os singles “No More Room in Hell” e “Shadowcult” já estão em rotação.

A banda liderada por Jeff Becerra passará por Portugal para duas datas:

Entretanto, já podes ver o terceiro episódio de “The Creation of Death Metal” em que a banda fala sobre as diferenças regionais da sonoridade death metal nos EUA.

 

 

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Sabaton History Channel, ep. 11: sabotagem da bomba atómica nazi

Diogo Ferreira

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No novo episódio do Sabaton History Channel, Pär Sundström e Indy Neidell escolhem falar do tema “Saboteurs”, do álbum “Coat Of Arms” (2010), que versa sobre as operações de sabotagem que preveniram a Alemanha nazi de chegar primeiro à concepção da bomba atómica.

Um dos produtos especiais para a criação da arma de destruição massiva é água pesada e a Noruega ocupada pelos nazis continha em si uma fábrica que produzia tal ingrediente. Os Aliados, desesperados por atrasarem o progresso do inimigo, decidiram sabotar o processo. Dessa decisão saiu o plano para uma operação arriscada conduzida por britânicos e noruegueses.

Mais episódios AQUI.

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