#ChooseUltraje

Concertos

Vagos Open Air 2015: Dia 3

Publicado há

-

DIA 3

Midnight Priest

Abriram a tarde do último dia da edição de 2015 do Vagos e, como já é apanágio, tiveram uma actuação bastante competente e profissional, deixando a ideia de que mereciam uma posição melhor no cartaz. Apesar de não estar muita gente presente, ainda houve circle pit e levantou-se o pó.

Setlist:
01 – Thunderbay
02 – Into The Nightmare
03 – Hellbreaker
04 – Rainha Da Magia Negra
05 – Made Of Steel
06 – À Boleia Com O Diabo

[divider]

01

Ne Obliviscaris

Nunca pensei dizer isto, mas cá vai: Como é que uma banda da Austrália tem um som tão tipicamente nórdico? Talento, muito talento.

Depois de várias aventuras nesta tour, uma delas à chegada a Espanha para o Resurrection, quando a companhia aérea Emirates “perdeu” o baixo (para esquerdinos) de Brendan “Cygnus”, e o baixista ficou no público a ver o concerto enquanto tocava um sample no seu lugar. O instrumento foi recuperado quatro dias depois, já a caminho de outro concerto.

Uns dias depois, não foi só o baixo… foi o baixo e a guitarra do também esquerdino Benjamin Baret, que foi extraviada pela Brussels Airlines.

Parece que os esquerdinos da banda andam com azar, mas mal puseram os pés em Portugal publicaram um post no Facebook a avisar toda a gente que tinham conseguido chegar cá bem e com todo o material.

Mas já chega de desgraça! Falemos do concerto.

Tiveram uma recepção muito boa por parte do público, que vibrou apesar do calor que se fazia sentir e de terem tocado bastante cedo. Tocaram temas longos, alguns com a inclusão de violino, num set onde fizeram parte três faixas pertencentes ao seu último trabalho, “Citadel”.

Para uma estreia, o set curto recheado de pérolas de longa duração e cheias de pormenores de voz limpa foi uma estratégia acertada, e o concerto acabou com um dos vocalistas a deixar-se levar pela química que se criou naquele espaço de tempo, acabando a fazer crowdsurfing.

Setlist:
01 – Devour Me, Colossus (Part I): Blackholes
02 – Of Petrichor Weaves Black Noise
03 – Painters of the Tempest (Part II): Triptych Lux
04 – Pyrrhic
05 – And Plague Flowers the Kaleidoscope

[divider]

01

Alestorm

Ora aqui está, para mim, o concerto mais divertido do festival.

O vocalista toca keytar, um instrumento que surgiu nos anos 60 e que só se tornou popular nos anos 80, caindo em desuso na década seguinte. Actualmente tem vindo a ganhar alguns adeptos, por ser uma ferramenta muito versátil e programável.

Os escoceses souberam sempre tomar conta de si e do público que respondia de qualquer maneira: dançar, saltar, mosh, crowdsurfing, comboios, enfim… foi a loucura total, especialmente quando tocaram o clássico “Keelhauled”, durante o qual eu entusiasmei-me, segui um comboio de pessoas e acabei num circle pit. Como não sou de voltar atrás, fui para o mosh também. Siga!

O concerto foi um desenrolar de verdadeiras maravilhas com as quais a banda garante diversão. Felizmente o som esteve imaculado e foi um festão digno de registo! A dada altura a loucura era tanta que até se sentia o solo a tremer e cheguei mesmo a temer pelo meu bem-estar com o tema “Drink”, pois a cerveja é algo essencial à festa e eles afirmavam que tinham vindo para beber tudo.

Setlist:
01 – Walk The Plank
02 – The Sunk’n Norwegian
03 – Shipwrecked
04 – Magnetic North
05 – That Famous Ol’ Spiced
06 – Nancy the Tavern Wench
07 – Keelhauled + Rumpelkombo
08 – Wenches & Mead
09 – Drink
10 – 1741 (The Battle of Cartagena)
11 – Captain Morgan’s Revenge
12 – Rum

[divider]

01

Orphaned Land

Originários de Israel e com uma sonoridade única, onde os sons orientais aliados ao metal fazem com que as suas músicas sejam bastante agradáveis de se ouvir.

O concerto começou com o single “All Is One”, do seu último trabalho também com o mesmo nome.

O vocalista, sempre muito comunicativo e em tom de brincadeira, falou das suas semelhanças físicas com Jesus, mas o mesmo afirma que são só semelhanças porque ele não é virgem e que faz muito sexo.

Sendo uma banda que vem de uma zona algo conflituosa, um dos seus objectivos é unir os povos do mundo em paz através da sua música, proporcionando um concerto interessante de seguir, com alguns temas cantados na sua língua mãe.

Resta salientar que houve uma forte presença feminina neste concerto e que os Orphaned Land voltam no dia 1 de Outubro deste ano, onde vão marcar presença no cinema São Jorge, em Lisboa, para um concerto Unplugged que promete ser muito intimista.

Setlist:
01 – All Is One
02 – Barakah
03 – The Kiss of Babylon (The Sins)
04 – The Simple Man
05 – Birth Of The Three (The Unification)
06 – Olat Ha’tamid
07 – Let The Truce Be Known
08 – Sapari
09 – Ocean Land (The Revelation)
10 – In Thy Never Ending Way
11 – Norra El Norra (Entering The Ark)
12 – Ornaments of Gold

[divider]

01

Overkill

O grupo de New Jersey encabeçado por Bobby Ellsworth, arrasou por completo com a má imagem que eu tinha deles desde o ano passado, altura em que os vi no Paradise Garage e o som parecia enlatado. Desta vez, para mim, foi o melhor concerto do festival!

Apesar de ser a mesma tour, a banda conseguiu debitar de forma exemplar e energética tanto o tema “Armorist” – do último álbum “White Devil Armory” -, bem como os clássicos “In Union We Stand”, “Rotten To The Core”, “Hello From The Gutter” e “Elimination”, que aliados ao som extremamente cuidado, fizeram as delícias da multidão que foi fustigada com uma hora e meia de thrash metal oldschool.

Setlist:
XDM (intro)
01 – Armorist
02 – Hammerhead
03 – Electric Rattlesnake
04 – Powersurge
05 – In Union We Stand
06 – Rotten To The Core
07 – Bring Me The Night
08 – End Of The Line
09 – Necroshine
10 – Horrorscope
11 – Hello From The Gutter
12 – Overkill
13 – Ironbound
14 – Bitter Pill
15 – Elimination
16 – Fuck You

[divider]

01

Bloodbath

As pinturas corporais vermelho vivo estavam extremamente realistas e a fazer jus ao nome da banda, que se afirmou como um verdadeiro super grupo apoiando-se na larga experiência dos seus músicos para conseguir satisfazer os fãs nacionais.

Carregado de brutalidade intencional e com uma entrega poderosa e de certa forma sinistra, Nick Holmes conseguiu que temas mais recentes como “Let The Stillborn Come To Me”, “Mental Abortion” e “Anne”, encaixassem na perfeição numa setlist de arrepiar.

Eis que chegámos ao encore, onde foi tocado o essencial “Eaten” para delírio da multidão que não arredava pé.

Setlist:
01 – Let the Stillborn Come To Me
02 – Mental Abortion
03 – So You Die
04 – Breeding Death
05 – Anne
06 – Cancer Of The Soul
07 – Weak Aside
08 – Soul Evisceration
09 – Unite In Pain
10 – Like Fire
11 – Mock The Cross

Encore:
12 – Eaten
13 – Cry My Name

[divider]

01

Ironsword

Após oito anos sem dar espectáculos, Tann e companhia decidiram aceitar o convite e brindar o público com o seu heavy metal épico, com uma actuação bem conseguida que fechou a edição deste ano do Vagos Open Air.

Para concluir, fica o heads-up de que a banda tem um novo álbum intitulado “None But The Brave”, do qual tocaram cinco temas.

Setlist:
01 – Kings Of The Night
02 – None But The Brave
03 – Brothers Of The Blade
04 – Cimmeria
05 – Vengeance Will Be Mine
06 – Eye For An Eye
07 – Forging The Sword
08 – First Masters
09 – Ring Of Fire
10 – Burning Metal

[divider]

CONCLUSÃO:

Foi duro. Mais um ano a comer mal, dormir mal e a beber demais.

Mas ao mesmo tempo é tão gratificante chegar ao fim destes quatro dias preenchidos e podermos dizer que vimos bandas como Heaven Shall Burn, Amorphis, Destruction, Triptykon, Venom, Alestorm, Overkill e até Bloodbath! Sabe bem comprar patches para mais tarde a sogra coser no colete que vai servir para desbloquear conversa noutro concerto ou festival… mas acima de tudo, sabe bem-estar com os amigos e partilhar bons momentos através do que nos une: a música.

Espero que o festival continue a crescer. Sinto que já merecia um segundo palco, mais um dia de cartaz só para as bandas nacionais e alternar os DJs com bandas de tributo, tal como se faz em outros festivais. Mas o que quer que mudem, façam-no sempre com a intenção de crescer ainda mais.

Adeus, até para o ano e que o próximo seja ainda melhor!

DIA 1 | DIA 2 | DIA 3

Concertos

[Festivais] Under The Doom V: A antevisão

Joel Costa

Publicado há

-

upload

O Under The Doom está a exactamente uma semana de ter início, com o RCA Club (Lisboa) a abrir as portas no dia 30 de Novembro para acolher nomes como Earth Electric, Mourning Sun, Painted Black e When Nothing Remains.

Os Painted Black têm em “Raging Light” – editado em Outubro passado – o seu mais recente trabalho, que vê a banda lisboeta com raízes na Covilhã a apresentarem uma sonoridade rejuvenescida, fugindo um pouco do doom que os caracterizou na altura da estreia, em 2010, com “Cold Comfort”, e explorando pastagens mais post. A estrearem-se este ano com “Vol.1: Solar”, que mereceu uma edição através da prestigiada Season Of Mist, estão os Earth Electric de Rune Eriksen (conhecido como Blasphemer durante a sua incursão nos noruegueses Mayhem) e Carmen Simões, dos agora extintos Ava Inferi. Bem conhecidos do público português e não só, esta dupla regressa com um projecto hard rock que se funde com um lado mais doom e progressivo, sem esquecer a vertente ritualista que sempre os acompanhou em projectos anteriores. Do lado internacional do cartaz para este dia, encontram-se os chilenos Mourning Sun que apresentarão o seu novo EP “Latitud:56’S” e os suecos When Nothing Remains, que têm em “In Memoriam”, de 2016, o seu mais recente e terceiro longa-duração.

O que esperar dos outros dias? A resposta é fácil: muito doom e gothic metal! Se bem que se estivermos a falar de Lacuna Coil – cabeças-de-cartaz para o dia 1 de Dezembro – haverá certamente quem diga que o que se pode esperar seja uma espécie de pop metal. Passando à frente, a banda de Cristina Scabbia traz “Delirium” aos palcos nacionais, um álbum que dividiu opiniões mas cuja actuação trará certamente alguns dos temas que marcaram o novo século, com álbuns como “Unleashed Memories” ou até mesmo “Comalies” a figurarem entre os melhores do género. E o que dizer de Liv Kristine? Com um percurso sólido tanto a solo como na sua passagem por bandas como Theatre of Tragedy ou Leaves’ Eyes, a cantora norueguesa peca apenas por não ter novidades discográficas desde “Vervain”, editado há três anos. “Vervain” oferece uma compilação bem variada de temas inéditos e que reúne as melhores qualidades que a artista foi capaz de desenvolver desde que se aventurou na sua carreira a solo, em 1997. Como seria de esperar de alguém que sabe o que está a fazer dentro da cena gótica, contem com uma actuação negra, bela e acima de tudo coerente.

No último dia do festival o RCA Club será invadido pelas florestas norueguesas, com os In The Woods… a trazerem a sua viciante atmosfera ao palco da capital. Com uma discografia repleta de pontos altos, “Pure” é a última novidade do quarteto, onde os temas lá presentes assumem uma identidade bem vincada e, como é habitual com os In The Woods…, esquecem as leis do tempo e criam todo um impressionante ambiente, que se vai construindo até dar origem a uma explosão de som. Os Ahab também marcarão presença, com o seu funeral doom metal a servir de marcha fúnebre para assinalar o começo do fim, daquela que será certamente uma excelente edição deste festival.

Pelos palcos do Under The Doom passam ainda nomes como os “nossos” Process Of Guilt – que são a mais recente confirmação para o cartaz de dia 2 de Dezembro -, Novembers Doom, Acherontas, Gold, Green Carnation, Inhuman, The Foreshadowing e Cellar Darling.

Mais informações abaixo:

Dia 30 Novembro – RCA Club / Lisboa
EARTH ELECTRIC – MOURNING SUN – PAINTED BLACK – WHEN NOTHING REMAINS 
Abertura de Portas – 20:30 / Início 21:00
Bilhete: 15€

Dia 01 Dezembro – Lisboa ao Vivo – Lisboa
LACUNA COIL – LIV KRISTINE – GREEN CARNATION – INHUMAN – THE FORESHADOWING – CELLAR DARLING
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 35€ (Pré-venda / 36€ Próprio dia)

Dia 02 Dezembro – RCA Club – Lisboa
IN THE WOODS – AHAB – PROCESS OF GUILT – NOVEMBERS DOOM – ACHERONTAS – GOLD
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 30€ (Pré-venda / 31€ Próprio dia)

Onde comprar bilhetes:
Venda Online (LetsGo.pt): http://bit.ly/2v5ruIl

Venda Online (unkind.pt):
http://www.unkind.pt/catalogo/listaprodutosbanda.php…

Bilhetes físicos e personalizados:

– Glam o Rama Rock Shop – Lisboa
– Loja Carbono – Amadora
– Quiosque ABEP- Lisboa (só bilhetes diários)
– RCA Club- Lisboa (só bilhetes de 3 dias e para dia 2 dez.)
– Fnac Almada – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Colombo – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Vasco da – Gama (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Loja Piranha – Porto
– Loja Bunker – Porto

Preço dos bilhetes:

(30 nov). = 15€ – (á venda apenas no próprio dia)
(01 dez.) = 35€ – (36€ Próprio dia)
(02 dez.) = 30€ – (31€ Próprio dia)
Golden Tickets / Bilhetes 3 dias – 60€

Links:
https://www.facebook.com/UndertheDoomFestival/

Continuar a ler

Concertos

[Festivais] XXI SWR Barroselas Metalfest: Suffocation e Carpathian Forest entre as primeiras 15 confirmações

Diogo Ferreira

Publicado há

-

A XXI edição do SWR Metalfest Barroselas já se começa a compor com as primeiras 15 bandas que podes conferir no cartaz abaixo, sendo Suffocation e Carpathian Forest os nomes mais sonantes.

O festival realiza-se em Barroselas entre os dias 27 e 29 de Abril de 2018. O X-MAS Pack já pode ser adquirido AQUI. O evento oficial no Facebook já se encontra disponível AQUI.

23517572_1907823572591969_6035615394556862031_n

Continuar a ler

Concertos

[Concertos] Iron Maiden actuam em Lisboa a 13 de Julho de 2018

Diogo Ferreira

Publicado há

-

23517422_10154801187536415_6868458055393088685_n
A digressão mundial “Legacy of The Beast World Tour”, dos Iron Maiden, passa por Lisboa a 13 de Julho de 2018 na Altice Arena. Os bilhetes estarão à venda a partir de 24 de Novembro.

Segundo o post da Prime Artist, esta tour foi inspirada no jogo para telemóvel e no livro de banda-desenhada com o mesmo título e o design do palco para as actuações contará com uma série de “mundos” diferentes, mas interligados, com um alinhamento definido que vai cobrir uma grande selecção de material dos anos 80 e algumas surpresas de álbuns posteriores para adicionar diversidade.

Continuar a ler

Facebook

#UltrajeRadar

Ultraje #21